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Matéria do G1: A pedido do consumidor, Estrela volta a fabricar Genius

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela do site G1 em 06/08/2012. Não estranhe os posts serem de matérias passadas, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

 

Em breve, traremos os comparativos dos relançamentos da Estrela, Genius, Boca Rica, Aquaplay Futebol e Vire a Mesa. Mostrando os antigos em suas caixas e os novos modelos. Como será que ficaram?

 

A pedido do consumidor, Estrela volta a fabricar Genius

Um dos produtos mais pedidos no SAC deve chegar às lojas até setembro.  Previsão é vender 100 mil exemplares do jogo até o fim do ano.

 

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Genius terá a mesma identidade visual dos anos 80 (Foto: Divulgação)

No ano em que comemora 75 anos, a Brinquedos Estrela vai trazer de volta ao mercado o Genius. O produto está sendo produzido na fábrica de Itapira, no interior de São Paulo, e deve chegar às lojas até setembro – já de olho nas vendas para o Dia das Crianças.

De acordo com a empresa, dos produtos mais famosos da Estrela que não estão mais em linha, o Genius, todos os anos, é um dos campões de pedidos no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da companhia.

 

 

“Nos últimos três anos, esta lista de pedidos foi encabeçada por outro ícone dos anos 80, o Boca Rica, de 1984. Atendendo aos consumidores, Genius e Boca Rica estarão nas vitrines até setembro”, revela, em nota, a empresa.

Segundo a Estrela, o Genius foi um dos produtos mais vendidos nos anos 80: foram 500 mil unidades comercializadas entre 1980 e 1981.

O produto voltará ao mercado preservando a identidade visual que tinha originalmente. Mudança apenas no Boca Rica, que passará a emitir sons.

A previsão da Estrela é vender 100 mil exemplares de cada um dos jogos até o fim do ano.

 

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Link original: http://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2012/08/pedido-do-consumidor-estrela-volta-fabricar-genius.html

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Matéria do G1: Estrela planeja entrar no mercado de jogos na internet até o Natal

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela pelo jornalista Darlan Alvarenga do site G1 em 16/05/2011. Não estranhe os posts serem de matérias passadas, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

 

Estrela planeja entrar no mercado de jogos na internet até o Natal

Jogos de tabuleiro e clássicos da empresa serão levados para a web. Estratégia é reforçar marcas da empresa e buscar novas fontes de receitas.

 

Maior fabricante de brinquedos do Brasil, a Estrela prepara a sua entrada no mercado de jogos online. O projeto segue a estratégia de modernização da empresa que, “sufocada” pela concorrência chinesa, tem buscado se reinventar e manter seus brinquedos e marcas atraentes para as novas gerações muito mais ligadas tecnologia.

O presidente da Estrela, Carlos Tilkian, afirmou em entrevista ao G1 que a empresa pretende lançar seus primeiros jogos na internet já no Natal.

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Carlos Tilkian, presidente da Estrela (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

 

“A Estrela é a maior produtora de jogos de tabuleiro do Brasil. Temos um grande potencial de conseguir viabilizar uma migração desses jogos para uma plataforma eletrônica. Como são jogos com marcas conhecidas, que têm regras que se aplicam muito bem ao meio digital, isto pode vir a ser um novo negócio para nós”, afirma.

Segundo Tilkian, a empresa tem um potencial de “no mínimo 50 jogos” que podem ser levados para o ambiente digital, incluindo clássicos da empresa como Banco Imobiliário, Jogo da Vida, Detetive e Autorama.

“É um projeto que já começou, que já está em andamento. O ideal é que a gente consiga para o Natal já alguma coisa”. Segundo ele, o desenvolvimento está sendo feito todo no Brasil numa parceria com a agência de publicidade DM9 e com desenvolvedores de games.

Em relação ao modelo de negócio, o executivo afirma que a empresa ainda analisa o melhor formato de cobrança. “Estamos num processo de investigação de mercado. Talvez o ideal seja ter uma parte do game em que a pessoa acessa livremente e se quiser continuar e pegar novos desafios, ela teria que pagar”, explica. “Você pode deixar o usuário testar durante alguns minutos e se ele quiser mais tempo ou mais níveis de dificuldade, de complexidade do jogo, ele teria dar uma contribuição”.

A Estrela garante, porém, que os jogos on-line permitirão os usuários brincarem em rede com outros. “Nunca vamos abrir mão do papel dos nossos brinquedos serem um facilitador social. Queremos ter sempre a ferramenta que permita o usuários jogarem com amigos on-line”, afirma Tilkian.

Segundo o executivo, o custo será “relativamente baixo” para os jogadores. “Aí é que está a beleza da internet. Você consegue gerar receita através de um impacto financeiro pequeno, mas você tem um número de usuários brutal, coisa que você não consegue na vida real”.

O presidente da Estrela destaca a oportunidade de novos negócios associados aos jogos na rede, como parcerias com empresas anunciantes. “Essa é uma estratégia que já adotamos. No ano passado, o produto mais vendido foi o ‘Superbanco imobiliário’ que teve empresas como o Banco Itaú e a Mastercard como parceiras. “Ao levar o Autorama, por exemplo, para um ambiente on-line podemos atrair parceiros do setor automobilístico e da indústria de pneus”.

Fundada em 1937, a Estrela enfrentou uma forte crise com a abertura do mercado para os brinquedos importados e encolheu de tamanho. A empresa conseguiu dar a volta por cima ao apostar em tecnologia, resgate de brinquedos clássicos e também ao transferir parte de sua produção para fábricas terceirizadas na China. (Veja vídeo ao lado).

“No ano passado, 40% da nossa produção foi importado e 60% fabricado no Brasil”, afirma Tilkian. “Esse ano a gente acha que vai crescer um pouco a produção nacional”.

Em 2010, a companhia registrou um faturamento de R$ 139 milhões, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Para 2011, segundo o presidente da Estrela, a expectativa é uma nova alta, “da ordem de 15%”.

 

Busca de público mais amplo
Para a Estrela, no entanto, mais importante do que encontrar novas fontes de receita é reforçar a presença de suas marcas e ampliar a faixa etária de usuários. “Nosso foco não é só a criança. É o adulto jovem e o adolescente, que são os grandes usuários de games na internet”, afirma. “Transformar, por exemplo, o autorama num jogo on-line é algo que vai atingir não só a criança, mas também o pai”.

Até agora, a empresa vinha usando a internet mais como um instrumento de reforço de imagem e de relacionamento com os seus clientes. No ano passado, motivada pelos apelos de fãs do Ferrorama em redes sociais, a Estrela decidiu relançar o clássico, mas antes lançou pela internet um desafio: se eles conseguissem percorrer os 20 km finais do Caminho de Santiago de Compostela com o brinquedo, o Ferrorama seria relançado.

Versão do Cara a Cara no Facebook (Foto: Divulgação)

Versão do Cara a Cara no Facebook (Foto: Divulgação)

Neste ano, em nova ação voltada para a web, a Estrela lançou um aplicativo no Facebook do jogo Cara a Cara, no qual os usuários podem brincar usando as fotos dos seus próprios amigos. Para o Dia das Crianças, a empresa prepara o lançamento do jogo Pula Pirata com um cartão de realidade aumentada

“Essas são ações para começar a plantar a idéia de que existe uma relação direta entre o meio internet e o entretenimento de uma marca tradicional para que a gente possa ter num futuro próximo uma loja virtual vendendo os nossos games”, afirma.

 

O presidente da empresa acredita, porém, que a base das receitas da companhia continuará por muito tempo vindo das vendas dos brinquedos tradicionais.

“Assim como há 20 anos os videogames não tiraram o mercado do brinquedo tradicional, os games on-line não vão tirar. O mercado de brinquedos no mundo continua crescendo”, analisa.

 

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Link original: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/05/estrela-planeja-entrar-no-mercado-de-jogos-na-internet-ate-o-natal.html

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Matéria do G1: Estrela inaugura em junho sua primeira fábrica no Nordeste

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela pelo jornalista Darlan Alvarenga do site G1 em 16/05/2011. Não estranhe os posts serem de matérias passadas, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

 

Estrela inaugura em junho sua primeira fábrica no Nordeste

Investimento de R$ 8 milhões prevê geração de 150 empregos diretos.
Hoje, 40% da produção da empresa vem da China.

 

Com um investimento de R$ 8 milhões, a Estrela vai inaugurar até o final de junho em Ribeirópolis (SE) sua primeira fábrica de brinquedos no Nordeste, segundo o presidente da companhia, Carlos Tilkian. A nova unidade será voltada para atender o crescente mercado consumidor da região em condições de competitividade com os produtos chineses.

“O foco é ter uma linha específica de brinquedos grandes com preço unitário relativamente barato. O custo de fazer nas nossas fábricas no Sudeste e levar para o Nordeste implica num aumento muito grande por causa do frete, em torno de 20%”, disse Tilkian em entrevista ao G1.

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Linha de montagem em Itapira, SP (Foto: Divulgação)

Hoje, a Estrela possui duas fábricas no país, em Itapira (SP) e em Três Pontas (MG), com cerca de 800 funcionários. A nova fábrica em Sergipe irá entrar em operação com 150 empregados diretos e cerca de 100 costureiras contratadas em oficinas.

Nos últimos anos, após enfrentar uma forte crise em função da abertura do mercado para brinquedos importados, Estrela transferiu parte de sua produção para empresas terceirizadas na China. Em 2010, 40% da produção da empresa veio da China e 60% foi fabricada no Brasil.

 

“Hoje temos uma parte bastante relevante sendo produzida na China, não por problema de falta de tecnologia, criatividade ou design. São fatores de macroeconomia como câmbio, impostos e mão de obra que acabam fazendo com que a produção chinesa fique artificialmente mais barata”, explica o executivo.

Em janeiro, o governo elevou a alíquota de importação de diversos brinquedos de 20% para 35%. Na avaliação de Tilkian, o efeito da medida foi praticamente anulado pela desvalorização do dólar no ano.

“Houve uma desestruturação do mercado do mercado, mas a Estrela entende que estrategicamente deve manter um nível de produção importante aqui no Brasil e briga para tentar conscientizar o governo de que mais do que criar problemas para a importação, a administração federal deveria incentivar a produção nacional”, opina.

Segundo o presidente da companhia, o contexto macroeconômico exige que a Estrela mantenha essa flexibilidade entre produção local e importação. “Se o modelo econômico diz que temos que importar muito, a gente tem hoje como importar. Se mudar, se o câmbio voltar para R$ 3, então temos fábrica para produzir aqui”.

 

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Link original: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/05/estrela-inaugura-em-junho-sua-primeira-fabrica-no-nordeste.html

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Matéria do G1: Estrela lança jogo gratuito de Banco Imobiliário para o celular

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela pela jornalista Gabriela Gasparin do site G1 em 09/05/2012. Não estranhe os posts serem de matérias passadas, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

Atualmente, os aplicativos de jogos da Estrela também estão disponíveis para a plataforma Android através da Play Store: Autorama, Banco Imobiliário, Cilada, Cara a Cara, Detetive e Pula Macaco.

 

Estrela lança jogo gratuito de Banco Imobiliário para o celular

Jogo tem link para o Foursquare, por onde os usuários podem dar ‘check-in’. Expectativa é de 1 milhão de downloads do game até o final do ano.

Banco Imobiliário Geo por enquanto estará disponível apenas para iPhone ( Foto: Gabriela Gasparin/G1)

Banco Imobiliário Geo por enquanto estará disponível apenas para iPhone (Foto: Gabriela Gasparin/G1)

Maior fabricante de brinquedos do Brasil, a Estrela lançou nesta quarta-feira (9) o que chama de o primeiro jogo de geolocalização do mercado brasileiro, o “Banco Imobiliário Geo”. O game, de utilização gratuita, tem link para o Foursquare, aplicativo por onde os usuários podem dar “check-in” pelo celular e informar aos amigos onde estão no momento.

Com investimento inicial de R$ 300 mil, a expectativa da empresa é de 1 milhão de downloads do game até o final do ano. Por enquanto, poderão baixar o aplicativo apenas os usuários de iPhone e a expectativa é que o game esteja disponível na Apple Store até esta sexta-feira (11). De acordo com a Estrela, dentro de um mês o jogo estará disponível também para Android. Para Windows Phone ainda não há previsão.

“O jogo é gratuito (…). Nosso objetivo é que seja jogado por milhões e milhões de pessoas no mundo inteiro”, disse Carlos Tilkian, presidente da Estrela.

A escolha do Banco Imobiliário para a estreia no meio eletrônico é justificada pelo sucesso no mercado do jogo de tabuleiro convencional que, segundo a fabricante, é o mais vendido no país.

No “Banco Imobiliário Geo”, o “tabuleiro” é o lugar onde as pessoas estão na vida real. Dessa forma, os jogadores podem comprar o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a Torre Eiffel, na França, ou a Estátua da Liberdade, nos EUA.

Para jogar, os usuários podem escolher “comprar” as localidades após dar “check-in” no local. Quando mais os demais participantes também derem “check-in” em um lugar, mais o imóvel fica valorizado. O jogador pode tanto escolher apenas visitar o local como fazer uma proposta de compra.

Ao visitar os locais, o jogador ganha uma carta de “sorte” ou “revés”. “O usuário pode descobrir petróleo e se transformar em um Eike Batista ou ter azar e precisar pagar impostos, como todos os brasileiros”, afirmou Tilkian.

Além de interagir com o Foursquare, as ações realizadas no “Banco Imobiliário Geo” também podem ser compartilhadas pelo Facebook.

O Itaú-Unibanco é o primeiro parceiro da Estrela no jogo. Dessa forma, as transações financeiras feitas pelos usuários acontecem pela instituição financeira. Tilkian, contudo, não descartas novos parceiros no futuro, como redes de restaurantes – todas as possibilidade do “mundo real”.

De acordo com o presidente, o Itaú ajudou na viabilização do projeto, sendo  que o capital não foi propriamente para aumento da receita. A empresa espera, ainda neste primeiro semestre, lançar outros produtos da marca no meio eletrônico. No futuro, contudo, a empresa não descarta cobrar por downloads ou fazer parcerias com outras empresas para gerar receita.

“A tendência é que, ao longo de um ano, a Estrela tenha todos os ativos e marcas importantes oferecidas com mecânica em multiplataformas, para que a gente possa acompanhar a tendência do mundo da tecnologia”, disse. De acordo com Tilkian, o meio eletrônico não vem para substituir, e sim complementar o mercado convencional.

No caso do “Banco Imobiliário Geo”, a empresa que idealizou o aplicativo junto com a Estrela foi a agência DM9DDB, o primeiro projeto de mobilidade da agência. O desenvolvimento foi feito pela agência de mídia digital Cricket Design.

 

Concorrência chinesa
O projeto segue a estratégia de modernização da Estrela que, “sufocada” pela concorrência chinesa, tem buscado se reinventar e manter seus brinquedos e marcas atraentes para as novas gerações muito mais ligadas tecnologia.

A concretização veio um pouco após o previsto, uma vez que a empresa esperava lançar o produto para o Natal. “Foi adiado porque na época do Natal o projeto poderia dispersar a atenção dos usuários. Então o objetivo foi postergar mais para o começo deste ano e também tivemos a possibilidade de melhorar a dinâmica do jogo”, explicou o presidente.

De acordo com Tilkian, o crescimento da empresa no ano passado foi de 20% e a expectativa é manter o mesmo patamar de alta neste ano.

No ano passado, a Estrela já havia lançado um aplicativo no Facebook do jogo Cara a Cara, no qual os usuários podem brincar usando as fotos dos seus próprios amigos. Para o Dia das Crianças, a empresa prepara o lançamento do jogo Pula Pirata com um cartão de realidade aumentada.

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Link original: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2012/05/estrela-lanca-jogo-gratuito-de-banco-imobiliario-para-o-celular.html

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Matéria do G1: Empresa que popularizou Dia das Crianças recorre à China para viver

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela pela jornalista Ligia Guimarães do site G1 em 10/10/2011 na semana do dia das crianças. Não estranhe os posts serem de matérias passadas, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

 

Empresa que popularizou Dia das Crianças recorre à China para viver

Estrela divulgou data na década de 50, com ‘Semana do Bebê Robusto’. Hoje, companhia estuda formas de se livrar do ‘custo Brasil’.

 

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O presidente da Estrela, Carlos Tilkian, na sede da companhia em São Paulo. (Foto: Flavio Moraes)

Desde os anos 50, quando criou a campanha que transformou o Dia das Crianças em tradição no Brasil, muita coisa mudou na realidade da fabricante de brinquedos Estrela. Ficaram para trás as décadas em que, num mercado fechado para estrangeiros, o varejo era dominado pelas fabricantes brasileiras e chegou, com força, a concorrência chinesa.

“Estrela era sinônimo de boneca”, recorda em entrevista ao G1 o presidente da companhia, Carlos Tilkian, que encontrou a empresa à beira da falência quando assumiu o cargo, em 1996.

Foi num ano próximo a 1955 – a data é estimada pela empresa, que não tem registro oficial – que a Estrela lançou pela primeira vez a “Semana do Bebê Robusto”, uma campanha para aumentar as vendas de seus famosos bebezinhos rechonchudos de plástico, então seu carro-chefe.

 

 

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Evolução das bonecas Estrela

 

A ideia era “ressuscitar” a data do Dia das Crianças, criada no Brasil em 1924 por um decreto do presidente Arthur Bernardes, mas que até então era praticamente desconhecida tanto entre consumidores quanto varejistas.

“A Estrela começou a usar o tema Dia das Crianças para vender a linha de bebês”, explica Tilkian. “Chamava Bebê Robusto porque o padrão de beleza era diferente naquela época. Toda a nossa linha de bebês era mais gordinha, o que era sinônimo de saúde e beleza”, diz o executivo.

“Em 1937, eram bonecas de pano, depois foram bonecas de cerâmica, de plástico, até o rosto de vinil que temos até hoje. Do ponto de vista de acompanhamento de moda, você teve não só pela roupa o desenvolvimento da moda, mas também do ponto de vista da beleza. Era impensável naquela época ter uma boneca como a Susi, mais fashion doll, esguia, magrinha, formas mais delimitadas”, constata ele.

Anos depois, a iniciativa comercial da Estrela ganhou o apoio de outra gigante do mercado: a Johnson & Johnson, que reforçou a publicidade em torno da data com a campanha “Bebê Johnson“, que teve a primeira edição em 1965 e logo se tornou um dos concursos de beleza infantil mais conhecidos do país.

 

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Vencedores da edição de 1967 do concurso “Bebê Johnson”. (Foto: Divulgação)

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Finalistas da edição de 1967 do concurso “Bebê Johnson” de 1967. (Foto: Divulgação)

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Decreto que criou o Dia das Crianças no Brasil. (Foto: Reprodução)

Catálogo antigo mostra primeiras linhas de bonecas da Estrela. (Foto: Flavio Moraes/G1)

Catálogo antigo mostra primeiras linhas de bonecas da Estrela. (Foto: Flavio Moraes/G1)

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Catálogo mostra as primeiras linhas de bonecas da Estrela. (Foto: Flavio Moraes/G1)

 

O 12 de outubro se consolidou ao longo dos anos, quando mais e mais varejistas foram concentrando suas ações de publicidade e vendas na semana do dia 12 de outubro. “O varejo passou a organizar Salões da Criança no Parque Ibirapuera no ínicio da década de 60 com áreas de entretenimento”, diz.

Hoje, afirma Tilkian, as vendas da Estrela na data superam as do Natal. “Elas [as datas] resrespondem por 75% do faturamento atual. Desses, o Dia da Criança responde por 60% e o Natal, 40%”, diz o executivo.

 

Competição chinesa
Do “Bebê Robusto” para cá, a Estrela foi sentindo os baques das transformações econômicas do país: a abertura do mercado brasileiro para produtos importados nos anos 90 barateou o custo dos brinquedos, e trouxe a China para a disputa direta pelos os consumidores brasileiros. A valorização do real em relação ao dólar também prejudicou as contas da companhia.

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Cartaz da primeira campanha “Bebê Johnson”, lançada em 1965. (Foto: Divulgação)

O Brasil saiu da economia fechada no final dos anos 80 para a abertura sem planejamento nenhum, sem exigir reciprocidade das empresas que vieram para cá como importadoras. É um modelo muito vantajoso para a importação”, diz Tilkian.

A atual inundação de produtos importados no Brasil é tão forte que, desde 2007, a própria Estrela passou a produzir também na China, por meio de empresas terceirizadas, para se manter competitiva e transformar em lucro a sequência de prejuízos que vem amargando nos últimos anos.

“Temos duas fábricas aqui no Brasil, mas também produzimos na China, para manter o custo. (…) No ano passado, 40% do nosso faturamento veio de produtos importados. O que é uma pena do ponto de vista de brasileiro, mas é uma obrigação do ponto de vista de empresário, porque preciso dar retorno aos acionistas”, diz o presidente da companhia.

Para Tilkian, a razão para a perda de espaço e competitividade da companhia em relação aos rivais asiáticos é o chamado “custo Brasil”. “Se você somar câmbio, impostos, custo financeiro, isso representa 80% da diferença de custo entre China e Brasil. Se comparar o custo industrial contra custo industrial, o Brasil é absolutamente competitivo”, avalia.

A Estrela acumulou prejuízo de R$ 19,8 milhões nos primeiros seis meses de 2011; de acordo com o balanço financeiro divulgado ao mercado em junho. Em 2010, as perdas chegaram a R$ 30 milhões.

Segundo Tilkian, no entanto, os balanços financeiros negativos refletem dívidas antigas; para o executivo, a Estrela já está “saudável” financeiramente e registra crescimento de cerca de 20% ao ano no faturamento. “Tende a melhorar”, prevê.

 

Só no Brasil
As exportações, que já representaram 15% do negócio da Estrela, tornaram-se irrelevantes para a companhia no cenário atual de dólar fraco e competição da China em todo o mundo. Tanto que a Estrela estuda construir unidades próprias na China para, de lá, voltar a alcançar outros mercados.

“Desenvolveria nossos produtos lá, por meio de empresas que construiríamos para produzir, e iríamos para feiras internacionais para que os produtos sejam vendidos a partir da China. Cogitamos porque é a única forma de eliminar o custo Brasil”, afirma o executivo da empresa, que tem a marca registrada em 40 países.

Catálogo antigo mostra primeiras linhas de bonecas da Estrela. (Foto: Flavio Moraes/G1)

Catálogo antigo mostra primeiras linhas de bonecas da Estrela. (Foto: Flavio Moraes/G1)

 

Tabuleiros na Apple Store
Em meio às dificuldades, a Estrela aprendeu a usar tecnologia e componentes chineses para renovar produtos antigos e competir ainda com a internet e os jogos eletrônicos. Dos 560 produtos oferecidos pela empresa, há alguns 100% brasileiros, como a linha de bebês, jogos pré-escolares, brinquedos de massinha e a veterana boneca Susi.

Outros, como o Super Banco Imobilário com máquina de cartão vinda da China, mostraram um caminho promissor para a companhia. “Isso mostra que mesmo um jogo tradicional de tabuleiro, quando você incorpora tecnologia e moderniza, ainda tem um espaço muito grande até para o público adulto”.

A fabricante passou também a adaptar a lógica de brinquedos antigos para as redes sociais, como nas ações do jogo Cara a Cara no Facebook, ou do “Twitterama” para o Autorama. Num futuro próximo, o objetivo é usar o maior número de plataformas eletrônicas e digitais para alcançar os consumidores.

“Nosso objetivo é migrar toda a nossa linha de jogos de tabuleiro para outras plataformas. Para vender na Apple Store, para tablets. Mas mesmo fazendo isso, nunca vamos deixar de acreditar que o jogo de tabuleito tem um papel social, de ensinar à criança sobre respeitar regras, sobre quem perde, desenvolver o raciocínio”, diz Tilkian.

 

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Matéria do G1: Controlador da Estrela fará oferta para tirar empresa da Bovespa

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela, site G1 de 16/09/2015. Não estranhe os posts serem de matérias passadas, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

 

Controlador da Estrela fará oferta para tirar empresa da Bovespa

Carlos Tilkian pretende comprar as ações da companhia em circulação. Preço oferecido é de R$ 0,37 por ação.

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Carlos Antonio Tilkian, controlador da Estrela / Foto: Darlan Alvarenga/G1

 

A fabricante de brinquedos Estrela deve deixar a bolsa de valores. O acionista controlador da empresa, Carlos Antonio Tilkian, fará uma oferta pública de aquisição de ações (OPA, na sigla em inglês) para cancelar o registro de companhia aberta da empresa, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (16).

O preço da OPA é de R$ 0,37 por ação para todos os papéis em circulação, que compreendem 284.955 ações ordinárias e 10.777.705 ações preferenciais.

O valor representa um prêmio de 2,8% sobre o último preço de fechamento dos papéis preferenciais, que não foram negociados na terça-feira e fecharam a segunda-feira cotados a R$ 0,36.

Segundo a companhia, será solicitada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) adoção de procedimento diferenciado que prevê a não realização de leilão em bolsa para a OPA.

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Matéria da Forbes: Como Carlos Tilkian ressuscitou a Estrela

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela, revista Forbes de 15/08/2015 escrita pelo jornalista Alex Ricciardi. Estamos reunindo matérias não só da Brinquedos Estrela, mas também de outros fabricantes de brinquedos que fizeram a história do colecionismo. Desta forma, facilitamos a sua pesquisa de informações centralizando em um só único lugar. Se você tem matérias sobre as empresas guardadas no fundo do baú de casa e deseja compartilhar com os amigos do colecionismo, entre em contato conosco.

 

Como Carlos Tilkian ressuscitou a Estrela

No início de 1996 a história da mais importante companhia brasileira voltada às crianças parecia, ao menos para o mercado e para quem a acompanhava pelos jornais, estar perigosamente próxima de seu fim. Com dívidas volumosas perante o governo geradas por impostos não pagos, milhões de reais em mercadorias encalhadas no depósito e, principalmente, uma avalanche de brinquedos baratos vindos da China tomando-lhe clientes, a Estrela já era dada como perdida por muitos analistas — e vários deles achavam que tal visão era corroborada pela atitude de seu controlador e presidente, Mario Arthur Adler, que já não escondia seu desgosto em trabalhar na companhia.

A crença geral era que a empresa acabaria sendo vendida a algum gigante estrangeiro do setor, como Hasbro ou Mattel. Outros iam além, prevendo que ela acabaria por simplesmente fechar as portas.

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Carlos Antonio Tilkian / Foto: Letícia Moreira

Porém, contra todas as expectativas (e, diziam, também contra o bom senso), em abril daquele ano seu principal executivo, Carlos Antonio Tilkian, comprou a companhia. Espantado, o mercado aventou as mais disparatadas hipóteses para a transação. Diziam que ele fizera a aquisição com fundos da, e para a, comunidade armênia do Brasil, a qual pertencia. Ou que a operação era o prenúncio de uma concordata, que viria. Estavam todos errados. O tempo iria provar que Tilkian apenas seguira seus instintos ao adquirir uma marca que, apesar de tudo, era (e é) uma das mais poderosas do país. E, no que tangia aos problemas do grupo, ele decidira apostar na própria capacidade de resolvê-los — e em sua boa estrela.

“A crise que a indústria nacional de brinquedos amargou não surgiu de um processo, mas de um único golpe: o plano Collor, que em março de 1990 abriu, quase do dia para a noite, o mercado para os fabricantes estrangeiros”, lembra Tilkian. “Até então nosso mercado era fechado. Não se traziam brinquedos de fora do Brasil, era proibido. Aliás, os maiores players mundiais do setor, que no resto do mundo brigavam entre si, aqui tinham seus produtos licenciados e fabricados por uma mesma companhia — a Estrela, justamente.” Vendo aqueles dias em perspectiva, o empresário (que é hoje CEO e presidente do conselho do grupo) faz questão de, à maneira de Mark Twain, informar: os relatos sobre a morte da Estrela que corriam então foram grandemente exagerados. “Passamos por maus momentos, mas nunca estivemos sequer perto de quebrar, pedir concordata, nada disso”, conta.

“O único passivo pesado que tínhamos eram os tributos não pagos. Faz tempo que já equacionamos o problema, embora ainda sigamos pagando essa dívida. Mas não é nada que comprometa nossas finanças”, diz Tilkian em seu escritório na capital paulista, onde também está localizado o showroom da Estrela. Já suas unidades produtivas não ficam na cidade. “Possuíamos uma fábrica aqui. Fechei assim que pude. É muito complicado produzir no município de São Paulo, principalmente tendo de competir com os chineses”, diz ele, em uma das várias vezes nas quais citou o país asiático durante a entrevista que concedeu a FORBES Brasil, no final de maio. Tilkian viaja duas vezes por ano à China. Lá a Estrela conta com vários fornecedores cadastrados, que confeccionam seus produtos, com sua marca. Depois os traz ao Brasil. Já que não podia vencer o inimigo, a Estrela fez o recomendado nos melhores manuais de gestão para casos assim: juntou-se a ele.

Não que ela faça na China tudo o que vende. Até em atenção à sua razão social (Manufatura de Brinquedos Estrela S.A.), a empresa segue produzindo no país. Tem hoje três fábricas: uma em Itapira, no interior paulista, onde também está a maior parte de sua administração; outra em Três Pontas, Minas Gerais; e a terceira em Ribeirópolis, Sergipe, a qual atende à demanda da região Nordeste por brinquedos. Já teve uma fábrica em Manaus, hoje fechada por questões logísticas: brinquedos são quase sempre produtos relativamente baratos. Transporte, que é um custo invariável, acaba por isso constituindo uma parcela significativa de seu preço final. Mesmo com benefícios fiscais, o valor do frete entre o Amazonas e o restante do país acabava sendo alto demais. É espantoso, mas sai mais em conta para a Estrela — e para muitas outras empresas brasileiras — fabricar itens na China, a milhares de quilômetros de distância, do que em território nacional.

Ano passado a companhia viu crescer sua receita líquida de vendas em 61%, para R$ 113,5 milhões. Neste ano a queda dos preços do petróleo deve trazer algum alívio ao custo do plástico, principal insumo da indústria de brinquedos. Mas as grandes variáveis para a atividade, no Brasil, são algo ainda mais incerto que isso: a oscilação cambial entre o dólar e o real, a taxa de juros no país e as alíquotas de importação que o governo impõe ao setor. Justamente devido a isso Tilkian optou, desde que se tornou dono da Estrela, por mesclar produção interna e externa.

“Em 2014 a importação representou em torno de 35% de nosso faturamento; em 2015, não deve passar de 20%. No limite, somos capazes de produzir no exterior 90% do que vendemos e também somos capazes de produzir estes mesmos 90% internamente. As condições é que determinam o que faremos em cada ano”, explica.

Como boa parte dos empreendedores brasileiros, Tilkian é filho de imigrantes que chegaram ao Brasil após sofrer perseguições em seus países de origem. Em seu caso específico, imigrantes armênios. Seu pai e sua mãe vieram para cá entre os anos de 1915 e 1923, partindo do então Império Otomano, no Oriente Médio, em uma fuga desesperada para salvar as próprias vidas (nessa época ocorreu ali o massacre de 1,5 milhão de armênios pelo exército e forças policiais otomanas — o primeiro grande genocídio do século 20). Nascido em 1953, ele formou-se em 1976 em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Nesse mesmo ano ingressou na Gessy Lever (hoje Unilever) como trainee, e lá permaneceria até 1993.

“Fiz uma carreira bonita na Unilever. Cheguei a diretor de vendas quando tinha só 35 anos, o que era raro à época. Justamente por isso, porém, houve um momento no qual quiseram que eu fosse morar na Itália para assumir a direção de uma das divisões locais do grupo”, recorda. “O problema é que, na ocasião, minha esposa havia falecido há pouco. Estava com dois filhos pequenos e não queria impor a eles o custo de deixarem seu país naquela situação. Então recusei a proposta e, algum tempo depois, saí da companhia e fui para a Estrela.”

Quando o executivo chegou à fabricante de brinquedos, a situação ali não era boa. Fundada em 1937 em São Paulo por Siegfried Adler, a companhia tinha uma bela história atrás de si: fora uma das primeiras empresas brasileiras a se tornar sociedade anônima (1944) e guardava em seu portfólio joias do mundo da diversão, como o Autorama, o Genius (primeiro brinquedo eletrônico do Brasil), a boneca Barbie e jogos de tabuleiro — em especial, o famoso Banco Imobiliário. Mas a gestão do filho de Siegfried, Mario Adler, era alvo de severos reparos vindos de analistas e acionistas. “Não concordo com essas críticas ao Mario. Ele fez o que estava ao seu alcance, em um momento muito difícil para nossa indústria. A Estrela deve muito a ele”, faz questão de dizer Tilkian. O fato é que Adler tentara, por duas vezes, vender a companhia e não conseguira. A solução foi concretizar um management buyout (como é chamada a compra de uma empresa por seus executivos) em favor de Tilkian.

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Carlos Antonio Tilkian / Foto: Letícia Moreira

De lá para cá, a situação do grupo melhorou sensivelmente. “Após comprar a Estrela, eu e minha equipe ainda tivemos vários anos difíceis. Até conseguirmos firmar o novo modelo de negócios, baseado na flexibilidade entre importação e fabricação interna, sofremos um pouco. Depois disso, porém, a companhia aprumou e desde então só temos crescido e ganhado musculatura”, conta o executivo. A empresa orgulha-se de contar com um laboratório de desenvolvimento de brinquedos — uma equipe formada por psicólogos, pedagogos e profissionais de outras áreas que estuda e interage com crianças e, a partir disso, concebe vários de seus lançamentos. São também da Estrela as licenças de produção de itens que hoje fazem um grande sucesso entre as crianças, como a inglesa Peppa Pig e o brasileiro O Show da Luna.

E para onde vai agora a companhia? “Analisamos novos investimentos com bastante calma. Não queremos cair novamente em outra crise como a que nos vitimou no passado. Somos prudentes e não fazemos dívidas desnecessárias.” Ainda assim ele revela certos movimentos que a empresa está preparando para este e os próximos anos: “Queremos, por exemplo, aumentar nossa exportação de brinquedos. Mas isso não será feito a partir de nossas fábricas brasileiras, elas hoje não são competitivas o suficiente para tanto. Vamos fazê-lo a partir de nossos fornecedores chineses”. Aliás, estão fazendo: a companhia vende seus brinquedos, com sua marca, para Turquia e Rússia e espera ampliar tal leque de países em breve.

No Brasil, uma vez assegurado seu espaço no mercado infantil nacional, a Estrela abriu um novo front: começou a fabricar brindes. “Nosso setor é muito sazonal. Perto de 75% das vendas são feitas no segundo semestre do ano. Então, para compensar isso, estamos usando nossa expertise no manejo do plástico para fazer coisas como chaveiros, pulseiras, apitos etc. Tem dado bastante certo, e espero que essa atividade gere cada vez mais receita para a companhia daqui em diante”, diz ele.

Por fim, questionado acerca da possibilidade de abertura de uma nova fábrica, Tilkian diz que isso está sim em seu radar, mas não no Brasil e sim no… Paraguai. “Os impostos do país são bem mais baixos que os cobrados por aqui. A energia deles é mais barata, e as leis trabalhistas são mais flexíveis que as nossas. Poderíamos instalar lá linhas de produção voltadas à exportação. Seria bom para o Paraguai, bom para o Mercosul e bom para nossa empresa.” Difícil de acontecer? Não para Carlos Tilkian. Sua trajetória prova que, em se tratando de superar desafios, ele é dono de uma estrela das mais fortes.

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Link original: http://www.forbes.com.br/negocios/2015/08/como-carlos-tilkian-ressuscitou-a-estrela/

Créditos:

  • Revista Forbes
  • Jornalista Alex Ricciardi
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Matéria da revista Exame: Por que a Estrela perdeu o brilho?

Olá amigos da Grama Toys!!!

Uma antiga matéria da revista Exame de 24/05/1996 escrita pela jornalista Cláudia Vassallo. Encontrei essa matéria no grupo “Ferrorama, Viva esta Ferrovia” no Facebook enviada por Clodoaldo França Lourenço. Vale muito a pena ler e entender o momento crítico que a empresa passava na época, além do registro histórico.

 

Por que a Estrela perdeu o brilho?

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O que aconteceu com a Estrela? Quem olha para a velha Estrela pode estranhar a situação de penúria que culminou com o fim da era Adler na empresa. Mas, para quem vê a Estrela dos últimos tempos – uma companhia acuada pela concorrência asiática e cada vez menos importante, os novos rumos tomados não surpreendem. No início de abril, depois de comandar por 31 anos a empresa herdada de seu pai, o empresário paulista Mario Arthur Adler vendeu o controle da Estrela a Carlos Antonio Tilkian, principal executivo da companhia. Em tempos de glória, Adler fora o comandante de um negócio de 450 milhões de dólares e 7000 funcionários. Agora, ao deixar seu escritório em Guarulhos, na Grande São Paulo, Adler leva consigo somente 3% das ações ordinárias da Estrela, sua correspondência pessoal e Sônia, secretária que o acompanha há anos, além de um montante não revelado de dinheiro. “Já há algum tempo, o trabalho na empresa não me dava prazer”, diz Adler, aos 57 anos. “Ficar na Estrela para quê?”

O término da dinastia Adler coincide com um dos piores momentos da história da Estrela. Em 1995, a empresa registrou uma coleção de resultados desastrosos. O faturamento não passou dos 140 milhões de reais, pouco mais de metade do que Adler e seus executivos haviam planejado no início do ano. Para tentar minimizar a crise que se anunciava, em meados de 1995, a Estrela ceifou 1400 empregos de uma só vez. Em julho do ano passado, Adler deixou o dia-a-dia da empresa e recolheu-se ao conselho de administração. Tilkian, até então vice-presidente da companhia, assumiu seu lugar na gestão dos negócios. Esses movimentos não foram suficientes para evitar um prejuízo na casa dos 70 milhões de reais, o maior da história da Estrela. Para piorar, erros de avaliação e quedas nas vendas deixaram a empresa com estoques abarrotados. Cerca de 25 milhões de reais em mercadorias estão hoje parados em seus depósitos. “Nossos números foram feios”, diz Tilkian. “Mas vamos trabalhar duro para reverter a situação.” Talvez uma das primeiras tarefas de Tilkian como novo controlador do negócio seja tentar desfazer toda a desconfiança gerada no mercado pela venda da Estrela.

A operação tem vários pontos nebulosos. O que intriga não é o fato de ter havido um management-buyout. Outros casos envolvendo compra de empresas por parte de executivos já ocorreram no país. O que ouriçou concorrentes e analistas financeiros foi o fato de Tilkian ter se reservado o direito de anunciar a compra de 85,15% da Estrela sem, até agora, dar grandes explicações. De quanto é a sua dívida? Como saldará seus compromissos? Dias antes do anúncio da aquisição, as ações da Estrela na bolsa subiram. O mercado esperava por uma associação com fabricantes internacionais como a Mattel ou a Hasbro. Após a posse de Tilkian, os papéis voltaram ao patamar anterior. No dia 8 de abril, o lote de 1000 ações preferenciais da Estrela estava cotado em apenas 46 centavos de real. Isso equivale a 33% do seu valor patrimonial (veja quadro na pág. 47).

ESPIRITUALIDADE – As mais mirabolantes versões foram ventiladas para explicar o negócio. Falou-se em bancos e fabricantes internacionais agindo na retaguarda de Tilkian, um administrador de empresas de 42 anos. Especulou-se a hipótese de uma concordata branca, já que a situação da empresa, definitivamente, não é das melhores. Tilkian, carismático e com bons contatos no mercado, seria o homem de linha de frente dos credores da Estrela. “Isso é um absurdo”, diz Adler. “Tenho um nome a zelar.” A teoria da concordata enfraquece quando se passa os olhos pela evolução da dívida da empresa. Ela chegou a 47,9 milhões de reais em setembro de 1995. Fechou o ano em 25 milhões e foi reduzida a menos de 10 milhões de reais no final do primeiro trimestre deste ano. Outro rumor ventilado à época do negócio: a colônia armênia, da qual a família de Tilkian faz parte, teria se cotizado para ajudar o executivo a comprar a Estrela. “Não há nenhum grupo envolvido com o negócio. Estou sozinho”, diz Tilkian. “Os recursos foram disponibilizados por mim e por minha família, que é rica em espiritualidade.” Espírito elevado, até que se prove o contrário, não compra empresas. Mas o valor da Estrela, hoje, também não chega a ser algo exorbitante. Caso a avaliação seja feita com base nas últimas cotações de bolsa, Tilkian teria de desembolsar pouco mais de 1,8 milhão de reais pelos 4,5 bilhões de ações ordinárias (equivalentes a 85% do capital com direito a voto) que lhe deram o controle da companhia. Isso, porém, diz pouco. Mesmo anêmica, a Estrela mantém um dos logotipos mais reconhecidos do mercado brasileiro. “Foi por acreditar na marca que resolvi investir na empresa”, diz Tilkian. “Ela é um dos maiores bens da Estrela.” Tirando-se o logotipo vermelho e azul, pouco sobrou da Estrela de outrora. Em apenas um ano, o patrimônio caiu de 100 milhões para 30 milhões de reais. A expressão “manufatura de brinquedos”, parte de seu nome de batismo, hoje faz pouco sentido. No ano passado, 30% do faturamento da companhia vieram da venda de brinquedos importados da China. Em 1996, esse percentual deve atingir os 50%. A boneca Barbie, carro-chefe da Estrela, já não é mais produzida no Brasil. Vem da Malásia, onde a americana Mattel, dona da licença do brinquedo, mantém uma unidade. A Mattel, aliás, estaria com um pé no Brasil. No início deste ano, a empresa teria contratado a executiva Ivete Mattos, uma ex-funcionária da Estrela, para cuidar do marketing de seus produtos por aqui. Nesse caso, a parceria entre a Mattel e a Estrela poderia estar na berlinda. Diante desse cenário, a pergunta que fica é: o que levou a Estrela a perder seu brilho? As razões são muitas.

CHACINA – Líder histórica no mercado brasileiro de brinquedos, a Estrela, acostumada aos dias de mercado cerrado, não escapou ao arrastão chinês. Há alguns meses, podia-se ver camelôs vendendo brinquedos asiáticos contrabandeados em frente à sede da empresa, às margens da Via Dutra, em São Paulo. Não havia como negar. A concorrência estava na porta de casa. E os compradores, ironia, eram os próprios funcionários da Estrela. “Talvez não haja nenhum outro setor da economia que tenha sofrido tanto com a concorrência asiática”, diz Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq, a associação dos fabricantes nacionais de brinquedos. “Está ocorrendo uma verdadeira chacina.” Segundo dados da Estrela, o mercado brasileiro de brinquedos gira em torno dos 600 milhões de reais. Um terço desse total fica por conta de produtos importados, metade deles contrabandeada. A pá de cal no setor, de acordo com Costa, foi despejada pelo ex-ministro Ciro Gomes, que, repentinamente, em setembro de 1994, baixou as alíquotas de importação para 20%. De acordo com a Abrinq, nos últimos doze meses setenta fabricantes nacionais fecharam suas portas. Dos 25200 empregados do setor em dezembro de 1994, restam hoje 11000. Não é só no Brasil que os chineses estão fazendo estragos. Atualmente, metade dos brinquedos vendidos nos Estados Unidos é produzida na China. Os baixos custos da mão de obra levaram a uma migração da produção de gigantes como a Hasbro e a Mattel para a Ásia. Hoje, um operário chinês do setor de brinquedos tem um salário de 37 dólares mensais. “Daqui para a frente, a produção brasileira de brinquedos vai ficar cada vez menor”, diz o consultor José Roberto Schettino, sócio da Andersen Consulting. “Os fabricantes vão se dedicar mais à distribuição dos importados.” Os executivos das maiores empresas brasileiras de brinquedos, ao que parece, já atentaram para isso. Este ano, a Grow, de São Paulo, vai tirar 15% de seu faturamento de produtos importados. Glasslite e Gulliver estão indo pelo mesmo caminho. Em alguns casos, o plano de sobrevivência é ainda mais radical. “Já estamos estudando a hipótese de abandonar a produção de brinquedos e passar a fazer brindes e embalagens”, diz José Luiz Poças Leitão, sócio da Brinquedos Rosita, de Itaquaquecetuba, em São Paulo. “Fazemos parte de um ramo ameaçado de extinção.” A Rosita, em concordata desde maio do ano passado, passou a importar brinquedos chineses nos últimos meses. Diante desse cenário, o setor anda em baixa perante os investidores. “O interesse do mercado financeiro praticamente desapareceu”, diz Jorge Kotani, coordenador da Lafis, consultoria financeira baseada em São Paulo.

VESTIDO DA BARBIE – É claro que a influência dos asiáticos não pode ser desprezada. Mas sozinha não explica a atual crise da Estrela. Protegida por fronteiras comerciais, a empresa tornou-se, ao longo do tempo, sonolenta, inchada e burocrática. O sim de Adler era fundamental para que qualquer decisão fosse tomada. Diretores levavam horas de reunião discutindo detalhes de produtos e embalagens. “Fazia questão de ler todos os faxes que chegavam à empresa”, diz Adler. Mais interessado na cor do vestido da Barbie do que na opinião do consumidor, Adler demorou anos para enxergar o explosivo mercado de videogames. Substituir bonecas e carrinhos pela parafernália eletrônica soava-lhe como heresia. Resultado: a Playtronic, associação da Estrela com a Gradiente para produção dos equipamentos Nintendo, só surgiu em 1993. À época, a novata Tec Toy já faturava 173 milhões de dólares com seus videogames Sega. “De um erro da Estrela nasceu a Tec Toy”, diz um ex-executivo da empresa. “A relutância de Adler acabou custando caro.” No início da década de 90, os balanços da Estrela, historicamente imaculados, começaram a ser impressos em vermelho. Em três anos, acumularam-se 58 milhões de dólares de prejuízo. A solução encontrada por Adler foi a reestruturação da Estrela. “Eu mesmo vi que era hora de mudar a empresa”, diz ele. Em 1992, a consultoria paulista Consemp foi contratada praticamente com plenos poderes. Iniciou-se, assim, um período de cortes brutais em busca de redução de custos. De uma só tacada, 4000 empregos foram eliminados. Entre os demitidos, diretores e gerentes que por décadas trabalharam na empresa. Em princípio, deu certo. No ano seguinte, Tilkian, executivo da Gessy Lever por dezessete anos, foi contratado como vice-presidente e os lucros reapareceram. Foram 3 milhões de reais. Ainda hoje, dois sócios da Consemp, José Castanheira e Getúlio Arrigo, fazem parte do conselho de administração da Estrela. Ficam nele até o final de abril, quando se realizará uma assembleia para a escolha de novos representantes. O fato, porém, é que, com a volta e o acirramento da crise, o trabalho da Consemp na Estrela vem sendo colocado em questão. “O processo de cortes foi brutal. Executivos bons e ruins foram colocados na mesma lata de lixo”, diz o consultor João Bosco Lodi, da J.B. Lodi Consultoria. “A Estrela perdeu parte de sua cultura e passou a sofrer de uma espécie de anorexia corporativa.” É difícil crer que a empresa sobreviveria por muito tempo com a antiga estrutura paquidérmica. Mas o fato é que há um consenso dentro da própria Estrela de que reformas estruturais profundas não chegaram a ser realizadas à época. Apenas o downsizing teria sido insuficiente para dar uma guinada definitiva nos negócios. A Estrela ganhara eficiência, é verdade. Mas, na essência, continuava a mesma, ineficaz. “A reestruturação da época foi necessária para impedir que a Estrela soçobrasse”, diz Tilkian. “Mas foi incapaz de desenhar um novo modelo de empresa.”

DESAFIO – Esse modelo só veio à luz no ano passado, quando os asiáticos apertaram o cerco. Segundo o novo figurino, a Estrela pretende ser uma empresa de marketing, voltada muito mais para a comercialização do que para a produção. Isso significa que o decisivo é a oferta de brinquedos ao custo mais baixo possível. “O custo de produção é que determinará se vamos produzir em nossas fábricas ou nos abastecer com fornecedores externos, aqui e lá fora”, afirma Tilkian. A empresa hoje controlada por ele tem apenas 550 funcionários. Não há diretor industrial e as áreas comercial e de marketing são tocadas pelo próprio presidente. Uma diretoria de logística foi criada há alguns meses para definir o que será produzido por aqui e o que virá de fora. “Somos hoje uma empresa ágil, voltada para o mercado, e não para a produção”, diz Tilkian. Atualmente, os custos fixos correspondem a 15% das vendas, um terço do que eram em 1995. A economia pode ser vital principalmente num momento em que a Estrela atravessa dificuldades de caixa. Para sobreviver durante o primeiro semestre, um período tradicionalmente fraco para o setor, a empresa está se desfazendo de parte do patrimônio. No início de abril, vendeu para a Gradiente sua participação de 50% na Playtronic. Com isso, 7,3 milhões de reais entraram nos cofres da empresa. Dias depois, o prédio de Guarulhos também foi negociado, por um valor entre 15 milhões e 20 milhões de reais. “Era um imóvel muito grande para nossa nova estrutura”, diz Tilkian. “Vamos procurar outro prédio que possa manter nossa linha de produção.” A idéia de Tilkian, um homem de marketing, é trabalhar com brinquedos competitivos em relação aos asiáticos, com ênfase em produtos de menor custo unitário. No final de 1995, os preços dos brinquedos da marca foram reduzidos em 30%. Este ano, a Estrela espera conseguir 25% de seu faturamento a partir da venda de produtos com etiquetas de 5 a 10 reais. Atualmente, em Guarulhos, três mini fábricas produzem alguns tipos de bonecas, bolas e jogos. O projeto inicial previa a implantação de seis células, mas em alguns produtos não se conseguiu atingir o preço dos chineses. Na unidade de Manaus são fabricados carrinhos com comando eletrônico e brinquedos da linha Playmobil.

PRIORIDADE – A distribuição de brinquedos chineses baratos tem vantagens e riscos. Um deles seria uma possível concorrência com o próprio varejo. Nos últimos tempos, grandes redes como a Lojas Americanas e o Carrefour têm ido às compras no Oriente por conta própria. Outro é a costumeira indefinição do governo quando o assunto é alíquota de importação. “Dificilmente uma empresa voltada para a importação terá fôlego para recuperar sua vocaçã

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Carlos Antonio Tilkian – Presidente da Estrela

o industrial”, diz o consultor Lodi. As ameaças, porém, não parecem preocupar Tilkian. “Não vamos abandonar a produção inteiramente”, diz ele. “Caso as coisas mudem, teremos agilidade para aumentar a produção rapidamente.” Viúvo e pai de dois filhos, Tilkian tomou como prioridade fazer a Estrela recobrar o brilho perdido nos últimos anos. No futuro, quando os números da Estrela estiverem mais lustrosos, espera atrair capital ou novos sócios para a empresa. A Estrela está lutando para mudar. A dúvida, porém, é se ainda há tempo suficiente para isso. “Teremos de trabalhar 48 horas por dia”, diz Tilkian. “E sabemos que precisaremos enfrentar muitos obstáculos pela frente.”

 

Link original: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/608/noticias/por-que-a-estrela-perdeu-o-brilho-m0047309

Créditos:

  • Revista Exame
  • Jornalista Cláudia Vassallo
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