Posts Marcados Com: Grow

Grama Toys na Abrin 2017: Tour pelo estande da GROW

Fala galera da Grama Toys!!!

Mais um passeio na Abrin 2017 mostrando o estande da GROW. Tem muita coisa legal, novidades e protótipos. Espero que gostem!

Até a próxima!!!

Categorias: Exposições, Feiras, Grow, Tabuleiro | Tags: , , , , | 2 Comentários

Como foi o primeiro dia ABRIN 2017, sala de imprensa, museu da Estrela, Carlos Tilkian, Baby Groot da Hasbro

Fala galera da Grama Toys!!!

Eu sei que a Abrin já passou, porém ainda tem material para ser postado e mostrar na visão da Grama Toys um pouco da feira. Assim, levo todos vocês para dentro de um lugar mágico, mostrando a sala de imprensa com as novidades como o Falcon, o museu da Estrela, encontro com Carlos Tilkian (presidente da Estrela), o Baby Groot dos Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Hasbro) entre outros.

Eu sempre tive a curiosidade de saber como era a feira. O bom seria voltar no tempo e visitar esta mesma feira nos anos 80 e 90.

Espero que gostem e até os próximos vídeos!

Categorias: Comandos em Ação - FALCON / G.I. JOE, Elka, Estrela, Exposições, Feiras, Grow, Hasbro, Mimo, Playmobil, Rosita / Baby Brink, Vídeos You Tube | Tags: , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Matéria da revista Exame: Por que a Estrela perdeu o brilho?

Olá amigos da Grama Toys!!!

Uma antiga matéria da revista Exame de 24/05/1996 escrita pela jornalista Cláudia Vassallo. Encontrei essa matéria no grupo “Ferrorama, Viva esta Ferrovia” no Facebook enviada por Clodoaldo França Lourenço. Vale muito a pena ler e entender o momento crítico que a empresa passava na época, além do registro histórico.

 

Por que a Estrela perdeu o brilho?

Estrela_logo_site

O que aconteceu com a Estrela? Quem olha para a velha Estrela pode estranhar a situação de penúria que culminou com o fim da era Adler na empresa. Mas, para quem vê a Estrela dos últimos tempos – uma companhia acuada pela concorrência asiática e cada vez menos importante, os novos rumos tomados não surpreendem. No início de abril, depois de comandar por 31 anos a empresa herdada de seu pai, o empresário paulista Mario Arthur Adler vendeu o controle da Estrela a Carlos Antonio Tilkian, principal executivo da companhia. Em tempos de glória, Adler fora o comandante de um negócio de 450 milhões de dólares e 7000 funcionários. Agora, ao deixar seu escritório em Guarulhos, na Grande São Paulo, Adler leva consigo somente 3% das ações ordinárias da Estrela, sua correspondência pessoal e Sônia, secretária que o acompanha há anos, além de um montante não revelado de dinheiro. “Já há algum tempo, o trabalho na empresa não me dava prazer”, diz Adler, aos 57 anos. “Ficar na Estrela para quê?”

O término da dinastia Adler coincide com um dos piores momentos da história da Estrela. Em 1995, a empresa registrou uma coleção de resultados desastrosos. O faturamento não passou dos 140 milhões de reais, pouco mais de metade do que Adler e seus executivos haviam planejado no início do ano. Para tentar minimizar a crise que se anunciava, em meados de 1995, a Estrela ceifou 1400 empregos de uma só vez. Em julho do ano passado, Adler deixou o dia-a-dia da empresa e recolheu-se ao conselho de administração. Tilkian, até então vice-presidente da companhia, assumiu seu lugar na gestão dos negócios. Esses movimentos não foram suficientes para evitar um prejuízo na casa dos 70 milhões de reais, o maior da história da Estrela. Para piorar, erros de avaliação e quedas nas vendas deixaram a empresa com estoques abarrotados. Cerca de 25 milhões de reais em mercadorias estão hoje parados em seus depósitos. “Nossos números foram feios”, diz Tilkian. “Mas vamos trabalhar duro para reverter a situação.” Talvez uma das primeiras tarefas de Tilkian como novo controlador do negócio seja tentar desfazer toda a desconfiança gerada no mercado pela venda da Estrela.

A operação tem vários pontos nebulosos. O que intriga não é o fato de ter havido um management-buyout. Outros casos envolvendo compra de empresas por parte de executivos já ocorreram no país. O que ouriçou concorrentes e analistas financeiros foi o fato de Tilkian ter se reservado o direito de anunciar a compra de 85,15% da Estrela sem, até agora, dar grandes explicações. De quanto é a sua dívida? Como saldará seus compromissos? Dias antes do anúncio da aquisição, as ações da Estrela na bolsa subiram. O mercado esperava por uma associação com fabricantes internacionais como a Mattel ou a Hasbro. Após a posse de Tilkian, os papéis voltaram ao patamar anterior. No dia 8 de abril, o lote de 1000 ações preferenciais da Estrela estava cotado em apenas 46 centavos de real. Isso equivale a 33% do seu valor patrimonial (veja quadro na pág. 47).

ESPIRITUALIDADE – As mais mirabolantes versões foram ventiladas para explicar o negócio. Falou-se em bancos e fabricantes internacionais agindo na retaguarda de Tilkian, um administrador de empresas de 42 anos. Especulou-se a hipótese de uma concordata branca, já que a situação da empresa, definitivamente, não é das melhores. Tilkian, carismático e com bons contatos no mercado, seria o homem de linha de frente dos credores da Estrela. “Isso é um absurdo”, diz Adler. “Tenho um nome a zelar.” A teoria da concordata enfraquece quando se passa os olhos pela evolução da dívida da empresa. Ela chegou a 47,9 milhões de reais em setembro de 1995. Fechou o ano em 25 milhões e foi reduzida a menos de 10 milhões de reais no final do primeiro trimestre deste ano. Outro rumor ventilado à época do negócio: a colônia armênia, da qual a família de Tilkian faz parte, teria se cotizado para ajudar o executivo a comprar a Estrela. “Não há nenhum grupo envolvido com o negócio. Estou sozinho”, diz Tilkian. “Os recursos foram disponibilizados por mim e por minha família, que é rica em espiritualidade.” Espírito elevado, até que se prove o contrário, não compra empresas. Mas o valor da Estrela, hoje, também não chega a ser algo exorbitante. Caso a avaliação seja feita com base nas últimas cotações de bolsa, Tilkian teria de desembolsar pouco mais de 1,8 milhão de reais pelos 4,5 bilhões de ações ordinárias (equivalentes a 85% do capital com direito a voto) que lhe deram o controle da companhia. Isso, porém, diz pouco. Mesmo anêmica, a Estrela mantém um dos logotipos mais reconhecidos do mercado brasileiro. “Foi por acreditar na marca que resolvi investir na empresa”, diz Tilkian. “Ela é um dos maiores bens da Estrela.” Tirando-se o logotipo vermelho e azul, pouco sobrou da Estrela de outrora. Em apenas um ano, o patrimônio caiu de 100 milhões para 30 milhões de reais. A expressão “manufatura de brinquedos”, parte de seu nome de batismo, hoje faz pouco sentido. No ano passado, 30% do faturamento da companhia vieram da venda de brinquedos importados da China. Em 1996, esse percentual deve atingir os 50%. A boneca Barbie, carro-chefe da Estrela, já não é mais produzida no Brasil. Vem da Malásia, onde a americana Mattel, dona da licença do brinquedo, mantém uma unidade. A Mattel, aliás, estaria com um pé no Brasil. No início deste ano, a empresa teria contratado a executiva Ivete Mattos, uma ex-funcionária da Estrela, para cuidar do marketing de seus produtos por aqui. Nesse caso, a parceria entre a Mattel e a Estrela poderia estar na berlinda. Diante desse cenário, a pergunta que fica é: o que levou a Estrela a perder seu brilho? As razões são muitas.

CHACINA – Líder histórica no mercado brasileiro de brinquedos, a Estrela, acostumada aos dias de mercado cerrado, não escapou ao arrastão chinês. Há alguns meses, podia-se ver camelôs vendendo brinquedos asiáticos contrabandeados em frente à sede da empresa, às margens da Via Dutra, em São Paulo. Não havia como negar. A concorrência estava na porta de casa. E os compradores, ironia, eram os próprios funcionários da Estrela. “Talvez não haja nenhum outro setor da economia que tenha sofrido tanto com a concorrência asiática”, diz Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq, a associação dos fabricantes nacionais de brinquedos. “Está ocorrendo uma verdadeira chacina.” Segundo dados da Estrela, o mercado brasileiro de brinquedos gira em torno dos 600 milhões de reais. Um terço desse total fica por conta de produtos importados, metade deles contrabandeada. A pá de cal no setor, de acordo com Costa, foi despejada pelo ex-ministro Ciro Gomes, que, repentinamente, em setembro de 1994, baixou as alíquotas de importação para 20%. De acordo com a Abrinq, nos últimos doze meses setenta fabricantes nacionais fecharam suas portas. Dos 25200 empregados do setor em dezembro de 1994, restam hoje 11000. Não é só no Brasil que os chineses estão fazendo estragos. Atualmente, metade dos brinquedos vendidos nos Estados Unidos é produzida na China. Os baixos custos da mão de obra levaram a uma migração da produção de gigantes como a Hasbro e a Mattel para a Ásia. Hoje, um operário chinês do setor de brinquedos tem um salário de 37 dólares mensais. “Daqui para a frente, a produção brasileira de brinquedos vai ficar cada vez menor”, diz o consultor José Roberto Schettino, sócio da Andersen Consulting. “Os fabricantes vão se dedicar mais à distribuição dos importados.” Os executivos das maiores empresas brasileiras de brinquedos, ao que parece, já atentaram para isso. Este ano, a Grow, de São Paulo, vai tirar 15% de seu faturamento de produtos importados. Glasslite e Gulliver estão indo pelo mesmo caminho. Em alguns casos, o plano de sobrevivência é ainda mais radical. “Já estamos estudando a hipótese de abandonar a produção de brinquedos e passar a fazer brindes e embalagens”, diz José Luiz Poças Leitão, sócio da Brinquedos Rosita, de Itaquaquecetuba, em São Paulo. “Fazemos parte de um ramo ameaçado de extinção.” A Rosita, em concordata desde maio do ano passado, passou a importar brinquedos chineses nos últimos meses. Diante desse cenário, o setor anda em baixa perante os investidores. “O interesse do mercado financeiro praticamente desapareceu”, diz Jorge Kotani, coordenador da Lafis, consultoria financeira baseada em São Paulo.

VESTIDO DA BARBIE – É claro que a influência dos asiáticos não pode ser desprezada. Mas sozinha não explica a atual crise da Estrela. Protegida por fronteiras comerciais, a empresa tornou-se, ao longo do tempo, sonolenta, inchada e burocrática. O sim de Adler era fundamental para que qualquer decisão fosse tomada. Diretores levavam horas de reunião discutindo detalhes de produtos e embalagens. “Fazia questão de ler todos os faxes que chegavam à empresa”, diz Adler. Mais interessado na cor do vestido da Barbie do que na opinião do consumidor, Adler demorou anos para enxergar o explosivo mercado de videogames. Substituir bonecas e carrinhos pela parafernália eletrônica soava-lhe como heresia. Resultado: a Playtronic, associação da Estrela com a Gradiente para produção dos equipamentos Nintendo, só surgiu em 1993. À época, a novata Tec Toy já faturava 173 milhões de dólares com seus videogames Sega. “De um erro da Estrela nasceu a Tec Toy”, diz um ex-executivo da empresa. “A relutância de Adler acabou custando caro.” No início da década de 90, os balanços da Estrela, historicamente imaculados, começaram a ser impressos em vermelho. Em três anos, acumularam-se 58 milhões de dólares de prejuízo. A solução encontrada por Adler foi a reestruturação da Estrela. “Eu mesmo vi que era hora de mudar a empresa”, diz ele. Em 1992, a consultoria paulista Consemp foi contratada praticamente com plenos poderes. Iniciou-se, assim, um período de cortes brutais em busca de redução de custos. De uma só tacada, 4000 empregos foram eliminados. Entre os demitidos, diretores e gerentes que por décadas trabalharam na empresa. Em princípio, deu certo. No ano seguinte, Tilkian, executivo da Gessy Lever por dezessete anos, foi contratado como vice-presidente e os lucros reapareceram. Foram 3 milhões de reais. Ainda hoje, dois sócios da Consemp, José Castanheira e Getúlio Arrigo, fazem parte do conselho de administração da Estrela. Ficam nele até o final de abril, quando se realizará uma assembleia para a escolha de novos representantes. O fato, porém, é que, com a volta e o acirramento da crise, o trabalho da Consemp na Estrela vem sendo colocado em questão. “O processo de cortes foi brutal. Executivos bons e ruins foram colocados na mesma lata de lixo”, diz o consultor João Bosco Lodi, da J.B. Lodi Consultoria. “A Estrela perdeu parte de sua cultura e passou a sofrer de uma espécie de anorexia corporativa.” É difícil crer que a empresa sobreviveria por muito tempo com a antiga estrutura paquidérmica. Mas o fato é que há um consenso dentro da própria Estrela de que reformas estruturais profundas não chegaram a ser realizadas à época. Apenas o downsizing teria sido insuficiente para dar uma guinada definitiva nos negócios. A Estrela ganhara eficiência, é verdade. Mas, na essência, continuava a mesma, ineficaz. “A reestruturação da época foi necessária para impedir que a Estrela soçobrasse”, diz Tilkian. “Mas foi incapaz de desenhar um novo modelo de empresa.”

DESAFIO – Esse modelo só veio à luz no ano passado, quando os asiáticos apertaram o cerco. Segundo o novo figurino, a Estrela pretende ser uma empresa de marketing, voltada muito mais para a comercialização do que para a produção. Isso significa que o decisivo é a oferta de brinquedos ao custo mais baixo possível. “O custo de produção é que determinará se vamos produzir em nossas fábricas ou nos abastecer com fornecedores externos, aqui e lá fora”, afirma Tilkian. A empresa hoje controlada por ele tem apenas 550 funcionários. Não há diretor industrial e as áreas comercial e de marketing são tocadas pelo próprio presidente. Uma diretoria de logística foi criada há alguns meses para definir o que será produzido por aqui e o que virá de fora. “Somos hoje uma empresa ágil, voltada para o mercado, e não para a produção”, diz Tilkian. Atualmente, os custos fixos correspondem a 15% das vendas, um terço do que eram em 1995. A economia pode ser vital principalmente num momento em que a Estrela atravessa dificuldades de caixa. Para sobreviver durante o primeiro semestre, um período tradicionalmente fraco para o setor, a empresa está se desfazendo de parte do patrimônio. No início de abril, vendeu para a Gradiente sua participação de 50% na Playtronic. Com isso, 7,3 milhões de reais entraram nos cofres da empresa. Dias depois, o prédio de Guarulhos também foi negociado, por um valor entre 15 milhões e 20 milhões de reais. “Era um imóvel muito grande para nossa nova estrutura”, diz Tilkian. “Vamos procurar outro prédio que possa manter nossa linha de produção.” A idéia de Tilkian, um homem de marketing, é trabalhar com brinquedos competitivos em relação aos asiáticos, com ênfase em produtos de menor custo unitário. No final de 1995, os preços dos brinquedos da marca foram reduzidos em 30%. Este ano, a Estrela espera conseguir 25% de seu faturamento a partir da venda de produtos com etiquetas de 5 a 10 reais. Atualmente, em Guarulhos, três mini fábricas produzem alguns tipos de bonecas, bolas e jogos. O projeto inicial previa a implantação de seis células, mas em alguns produtos não se conseguiu atingir o preço dos chineses. Na unidade de Manaus são fabricados carrinhos com comando eletrônico e brinquedos da linha Playmobil.

PRIORIDADE – A distribuição de brinquedos chineses baratos tem vantagens e riscos. Um deles seria uma possível concorrência com o próprio varejo. Nos últimos tempos, grandes redes como a Lojas Americanas e o Carrefour têm ido às compras no Oriente por conta própria. Outro é a costumeira indefinição do governo quando o assunto é alíquota de importação. “Dificilmente uma empresa voltada para a importação terá fôlego para recuperar sua vocaçã

carlos_antonio_tilkian_presidente_da_estrela

Carlos Antonio Tilkian – Presidente da Estrela

o industrial”, diz o consultor Lodi. As ameaças, porém, não parecem preocupar Tilkian. “Não vamos abandonar a produção inteiramente”, diz ele. “Caso as coisas mudem, teremos agilidade para aumentar a produção rapidamente.” Viúvo e pai de dois filhos, Tilkian tomou como prioridade fazer a Estrela recobrar o brilho perdido nos últimos anos. No futuro, quando os números da Estrela estiverem mais lustrosos, espera atrair capital ou novos sócios para a empresa. A Estrela está lutando para mudar. A dúvida, porém, é se ainda há tempo suficiente para isso. “Teremos de trabalhar 48 horas por dia”, diz Tilkian. “E sabemos que precisaremos enfrentar muitos obstáculos pela frente.”

 

Link original: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/608/noticias/por-que-a-estrela-perdeu-o-brilho-m0047309

Créditos:

  • Revista Exame
  • Jornalista Cláudia Vassallo
Categorias: Estrela | Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

propagandas de gibi

Anúncios old school publicados em gibis

PATTI Toys

Trabalhando com brinquedos antigos desde 1989

Brinquedos do Gepeto

Brinquedos antigos e colecionáveis