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Matéria da Exame: Como se faz o Ferrorama, locomotiva de brinquedo da Estrela

Fala galera da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela do site EXAME.com 08/12/2015 mostrando como é produzido o ferrorama. Não estranhe o post ser de uma matéria passada, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

 

Como se faz o Ferrorama, locomotiva de brinquedo da Estrela

Com dois vagões e duas velocidades, clássico é vendido pela companhia desde a década de 80, quando foi lançado

Por Tatiana Vaz

1. A Estrela

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

São Paulo – Dona de alguns dos brinquedos mais icônicos já feitos no país, a Estrela lança centenas de produtos por ano – sem nunca deixar de lado a renovação de clássicos como Detetive (agora com óculos 3D) e Banco Imobiliário (com direito a maquininha de crédito). O Ferrorama é um deles. A locomotiva tem dois vagões, duas velocidades, vai para a frente e para trás e chega até a estação de passageiros desde a década de 80, quando foi lançada. Vale lembrar que a companhia, de quase 80 anos, saiu totalmente dos trilhos nos anos 90. À beira da falência teve de aprender a se reinventar, como fez com seus produtos, e mudou toda a gestão de negócios. Visitamos a fábrica da Estrela em Itapira, no interior de São Paulo, para ver de perto como se faz o brinquedo. Confira nas fotos a seguir.

2. A fábrica

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

A unidade fabril de Itapira é a maior da empresa e emprega 500 dos cerca de 1.800 empregados no país. Além dela, há uma fábrica da Estrela em Sergipe e outra em Minas Gerais. Toda a parte de eletrônicos dos brinquedos é feita por parceiras na China, uma das iniciativas da companhia depois da crise por qual passou. A sede fica na Vila Olímpia e concentra as áreas de markerting, comercial e desenvolvimento, além de presidência e financeiro.

3. Ideias de brinquedo

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

Conversas informais com crianças e lojistas são parte da pesquisa da área de criação de brinquedos. O catálogo conta com 400 produtos a cada ano. Depois de definidas quais ideias sairão do papel, inúmeras reuniões são feitas para que os itens sejam adequados aos custos de produção, engenharia e marketing. Tudo é planejado para que pelo menos 93% do que for produzido seja vendido. Para a produção, todos os dias dezenas de fornecedores entregam as mercadorias pedidas. Elas são checadas, recebidas e guardadas até a hora de serem usadas.

4. Grano colorido

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

Nesta etapa começa a preparação do material que será usado na fabricação. Cerca de 400 quilos de plástico granulado, adicionado ao pigmento em pó da cor desejada, são misturados por cerca de vinte minutos em grandes blenders industriais. Apesar da mistura, o pigmento fica superficial ao grano.

5. Um só

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

Os materiais entram por um grande funil em uma máquina extrusora. Dentro dela, eles seguem por um cilindro aquecido por resistências elétricas que faz com que o pigmento seja incorporado ao grano plástico.

6. Plástico espaguete

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

O grano colorido passa por uma máquina que promove dois choques térmicos precisos e em alta velocidade.  Primeiro, o material é derretido e segue por um caminho que lhe dá a forma de um espaguete. Passa, então, para um tanque de água fria para ser resfriado e voltar ao estado sólido.

7. Grão outra vez

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

Em formato de espaguete, o plástico é colocado em um granulador que o transforma novamente em grão. Essa etapa é importante para garantir o brilho e a qualidade do material. Depois dela, eles são armazenados.

8. Novo de novo

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

Todos os tipos de peças de plástico com defeito produzidos no processo podem ser recuperados voltando a esta fase. Eles são moídos e depois colocados no granulador novamente, quantas vezes for necessário, para que possam ser usados na fabricação.

9. Qualquer formato

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

Depois de granulado e preparado, o plástico colorido vai para uma máquina injetora. A pressão em alta temperatura exercida pela máquina faz com que o grano amoleça e entre para dentro de um molde, com o formato da peça que está sendo fabricada. Em seguida, o material passa por um sistema de resfriamento e endurece.

10. Dado e boneca

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

Há máquina injetoras para vários tipos de moldes, de dado a bonecas. Os mais complexos, como o do brinquedo Pula Macaco, com várias peças feitas de uma só vez, são retirados pelos funcionários a mão e separados com ajuda de uma chave de fenda.

11. Montagem

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

Assim como os outros brinquedos, os vagões e trilhos do Ferrorama passam por essas etapas até chegar à linha de montagem, onde todas as peças serão unidas e finalizadas.

12. O motor

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

Primeiro, os vagões ganham o motor (importado da China) e os fios de contato são soldados para receberem pilhas. Os brinquedos seguem pela linha e são fechados um a um por funcionários com ajuda de uma parafusadeira, depois do motor ser testado.

13. A engrenagem

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

A segunda etapa da montagem avalia o funcionamento da engrenagem dos pequenos trens. Lubrificadas com vaselina, toda as peças que formam o sistema são verificadas e encaixadas antes de serem devidamente tampadas por um funcionário.

14. Volta completa

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

O sistema inversor dos trens, que faz eles irem para frente e para trás nos trilhos, é testado de maneira prática. Em um caminho de trilhos montado ao lado da linha de montagem, os trens são testados um a um. A ideia aqui é testar se todo o conjunto que forma a locomotiva funciona perfeitamente. Se sim, o brinquedo segue para a linha de embalagem.

15. Por fora

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

A caixa vazia segue pela linha de montagem e a cada avanço passa por um funcionário, responsável por incluir uma determinada peça e conferir as demais. No fim, todas as etapas são conferidas e, se for preciso, corrigidas. Os produtos também são testados aleatoriamente durante todo o dia pela área de controle de qualidade.

16. Teste de qualidade

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

Do início ao final do processo, mais de 80 provas de qualidade são feitas com os brinquedos. Nelas são analisadas até a quantidade de metais pesados nos produtos e embalagens, para evitar problemas em caso de as crianças colocarem as peças ou caixas na boca.

17. Para o Brasil

(Tatiana Vaz/EXAME.com)

Prontos, vários Ferroramas são colocados juntos e levados para o centro de distribuição de Itapira, de onde seguem para lojas de brinquedos de todo o país.

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Link original: http://exame.abril.com.br/negocios/como-se-faz-oferrorama-locomotiva-de-brinquedo-da-estrela/

Créditos:

 

 

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Mini comics Super Powers exclusivas da Brinquedos Estrela

Olá amigos da Grama Toys!!!

Um espetacular trabalho de pesquisa realizado pelo colecionador Marcio Alessandro Moreira, com edição de Roberto Crisant, sobre as mini comics exclusivas da linha Super Powers criadas pela Brinquedos Estrela para os personagens Cyborg, Homem Borracha e Shazam.

Nosso agradecimento aos amigos que fazem a diferença neste universo de colecionismo produzindo informação de qualidade.

Review das mini comics exclusivas da Brinquedos Estrela

Ver review: http://www.youblisher.com/p/1701637-Mini-Comic-Review/

Para fazer o download do arquivo em pdf, basta criar seu cadastro e logar na sua conta do site http://www.youblisher.com/register

Créditos:

  • Textos e pesquisa: Marcio Alessandro Moreira
  • Edição: Roberto Crisant
  • Arte: José Luis Garcia López
  • Acervo, digitalização e arquivo por Roberto Crisant
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Super Notícia: Estrela celebra 80 anos com 250 lançamentos e entrada em novos segmentos de negócios

Olá amigos da Grama Toys!!!

Uma super notícia que saiu essa semana sobre as novidades a serem lançadas pela Brinquedos Estrela em comemoração ao 80 anos de empresa.

Matéria do site Terra por DINO.

“Vamos abrindo novos flancos, oportunidades de negócio e rejuvenescendo, para estarmos aqui na festa de 100 anos da Estrela”, é a receita do presidente da empresa, Carlos Tilkian, a seus colaboradores e representantes comerciais. “Há muito espaço para crescer.” Aires Fernandes, diretor de Marketing, observa que a Estrela, que inaugurou sua quarta unidade fabril início do mês passado no Paraguai, vai contribuir para esse crescimento proposto por Tilkian, porque agrega faturamento com as novas linhas a serem produzidas por lá.

Foto do possível protótipo do Falcon 2017. Será? / FOTO: DINO

 

Segundo Fernandes, algumas linhas se sobressaíram em 2016. A Estrela tem nove entre os 15 jogos mais vendidos no País. Se forem computados somente jogos infantis, a empresa tem nove entre os dez mais. Na categoria massa, a Supermassa da Estrela registrou crescimento de 30% somente no último ano. Diante desse cenário, a empresa aposta em 250 novos lançamentos somente para 2017, ano em que celebra 80 anos.

Selo comemorativo

Colhidos no pomar da marca, de acordo com Aires Fernandes, a Estrela celebra os 80 anos com o relançamento de alguns de seus brinquedos ícones. Entre eles estão o Genius, primeiro jogo eletrônico do País, de 1980; Versões “Vintage” do Banco Imobiliário, brinquedo mais vendido em todos os tempos; Jogo da Vida, Pé na Tábua, dos anos 70, quando o Brasil com Émerson Fittipaldi abria caminho para os pilotos brasileiros na Fórmula Um.

Outros mais se juntam sob o selo comemorativo de 80 anos: Maximus em escala 110, com sete funções, Ferrorama XP 100, Supermassa Dr. Opera Tudo; as bonecas Gui Gui, de 1963, primeira a incorporar movimento e som; Tippy e Moranguinho, coleção de quatro personagens com mais de 3 milhões de unidades vendidas no lançamento.

E uma surpresa dentro do pacote de relançamento de ícones: Falcon, um campeão de pedidos e marco na história do brinquedo no Brasil. Dizia a propaganda da época, um herói de verdade, “não tem medo de nada, preparado para enfrentar os perigos na terra, mar e ar. Inteiramente articulado, o boneco vendeu milhares de exemplares no lançamento.

Lançamentos 2017

Para encantar corações de todas as idades, a linha de pelúcia da Estrela chega para arrasar: tem todos os personagens clássicos da Disney, Mickey, Minie, Margarida, Branca de Neve e Pluto, entre outros da trupe, que representam um novo negócio para a empresa. A linha ainda conta com as princesas, as personagens de Frozen e muito mais. Clássicos entre os pequenos, Peppa está de volta em novos itens, assim como Masha e o Urso.

Outra novidade da Estrela é a entrada no segmento de veículos movidos a bateria. O carro-chefe virá na forma do Dareway, veículo de duas rodas com guidom movido a eletricidade. Esse tipo de produto é conhecido como Segway. Licença Disney, o filme Cars 3 vai estrelar toda a linha de rádio controle da empresa, que conta com vários modelos do Supremus, como o Legend; as licenças também de marcas como Camaro; e o autorama Fast Track.

Depois da experiência com quebra-cabeças para todas as idades, com obras de Tarsila do Amaral, os Beatles e telas de Gustavo Rosa, que tiveram desempenho de vendas acima da expectativa da empresa, a Estrela traz Cândido Portinari, três de suas obras – a mais significativa delas é Guerra e Paz, painel que decora parede da ONU. Os quebra-cabeças vão de 500 a 2 mil peças.

Um lançamento que vai dar o que falar, aliás, também cantar, é o Selfmic, que vendeu mais de 1 milhão de unidades por todo o mundo. Trata-se de um pau de selfie com microfone, retorno e aplicativo para celular, que o transforma num karaokê onde o intérprete poderá postar nas redes seu desempenho de barítono ou soprano. O aplicativo do brinquedo abre portas para mais de 3 milhões de músicas.
A consagrada linha de bonecas traz novas versões de Luna e a licença Masha e o Urso – desenho russo que mostra a relação especial entre uma garotinha cheia de energia e o animal. Lady Bug, fenômeno de audiência, completa a plêiade de lançamentos.

Já o bem-sucedido Stikbot – bonecos articulados para a produção de fotos e vídeos em stopmotion – chega ampliado com dois novos kits, um estúdio e com animação e acessórios.

Criada para a produção de pulseiras, gargantilhas e tiaras únicas, entre outros, a linha Feito Por Você vai contar com uma coleção de óculos escuros dos personagens Disney e Marvel, além de uma bolsa da personagem Lady Bug – uma joaninha super-heroína. Para a coleção Faz de Verdade, com suas fábricas encantadas para chefs não menos inspirados, algumas das estrelas são as máquinas de fazer balas, bolos e sorvetes.

Com o maior crescimento interno na empresa nos últimos anos, 30% somente no ano passado, a linha de Supermassa terá 17 lançamentos. Dos 53 itens disponíveis, há brinquedo com a personagem Moana, mini cupcakes, cinema, sereias e doces de montão.

Marca para a primeira infância (0 a 3 anos), Estrela Baby continua sua carreira de sucesso com brinquedos supercoloridos que ensinam os pequenos a contar, encaixar, montar e criar enquanto brincam.

Jogos, capítulo à parte

Campeã de vendas também em jogos, a Estrela reserva para este ano muitas novidades, mais de trinta. Dois deles em parceria com youtubers, Nostalgia, com Felipe Castanhare, e Você Sabia, com Lukas Marques e Daniel Molo. E mais: dois jogos na área de ciências, batizados de Lab, com 42 experiências e outro com 80, que são complementares; Figuração, jogo da tradicional brincadeira de Mímica, Ciência com Luna, Explosão e Scape Room, acompanhando a onda de brincar de escapar de salas-labirinto.

Os aplicativos estão presentes em boa parte dos jogos, como Cara a Cara, Jogo da Vida, Detetive, além das versões campeoníssimas do Banco Imobiliário, com APP inclusive. Há Jogos de Memória, a novidade de Batman Detetive e a opção Detetive cuja casa do jogador vira o tabuleiro, ou seja, as cartas passam a ser cômodos da moradia, além de versões com diferentes licenças, de Moana a Lady Bug, na forma de tabuleiro; ou o Eu sou? Avengers.
Impossível não se divertir no universo Estrela.

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Link original: https://noticias.terra.com.br/dino/estrela-celebra-80-anos-com-250-lancamentos-e-entrada-em-novos-segmentos-de-negocios,e7d89fd4fda1afb536838a652dcdd8c889ianxen.html

Créditos:

  • Site Terra
  • Matéria DINO – Divulgador de Notícias (Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra)

Antiga propaganda da Brinquedos Estrela da linha Falcon. / Imagem da internet.

Antiga propaganda da Brinquedos Estrela da linha Falcon. / Imagem da internet.

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Matéria do G1: A pedido do consumidor, Estrela volta a fabricar Genius

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela do site G1 em 06/08/2012. Não estranhe os posts serem de matérias passadas, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

 

Em breve, traremos os comparativos dos relançamentos da Estrela, Genius, Boca Rica, Aquaplay Futebol e Vire a Mesa. Mostrando os antigos em suas caixas e os novos modelos. Como será que ficaram?

 

A pedido do consumidor, Estrela volta a fabricar Genius

Um dos produtos mais pedidos no SAC deve chegar às lojas até setembro.  Previsão é vender 100 mil exemplares do jogo até o fim do ano.

 

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Genius terá a mesma identidade visual dos anos 80 (Foto: Divulgação)

No ano em que comemora 75 anos, a Brinquedos Estrela vai trazer de volta ao mercado o Genius. O produto está sendo produzido na fábrica de Itapira, no interior de São Paulo, e deve chegar às lojas até setembro – já de olho nas vendas para o Dia das Crianças.

De acordo com a empresa, dos produtos mais famosos da Estrela que não estão mais em linha, o Genius, todos os anos, é um dos campões de pedidos no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da companhia.

 

 

“Nos últimos três anos, esta lista de pedidos foi encabeçada por outro ícone dos anos 80, o Boca Rica, de 1984. Atendendo aos consumidores, Genius e Boca Rica estarão nas vitrines até setembro”, revela, em nota, a empresa.

Segundo a Estrela, o Genius foi um dos produtos mais vendidos nos anos 80: foram 500 mil unidades comercializadas entre 1980 e 1981.

O produto voltará ao mercado preservando a identidade visual que tinha originalmente. Mudança apenas no Boca Rica, que passará a emitir sons.

A previsão da Estrela é vender 100 mil exemplares de cada um dos jogos até o fim do ano.

 

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Link original: http://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2012/08/pedido-do-consumidor-estrela-volta-fabricar-genius.html

Créditos:

  • Site G1
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Matéria do G1: Estrela planeja entrar no mercado de jogos na internet até o Natal

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela pelo jornalista Darlan Alvarenga do site G1 em 16/05/2011. Não estranhe os posts serem de matérias passadas, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

 

Estrela planeja entrar no mercado de jogos na internet até o Natal

Jogos de tabuleiro e clássicos da empresa serão levados para a web. Estratégia é reforçar marcas da empresa e buscar novas fontes de receitas.

 

Maior fabricante de brinquedos do Brasil, a Estrela prepara a sua entrada no mercado de jogos online. O projeto segue a estratégia de modernização da empresa que, “sufocada” pela concorrência chinesa, tem buscado se reinventar e manter seus brinquedos e marcas atraentes para as novas gerações muito mais ligadas tecnologia.

O presidente da Estrela, Carlos Tilkian, afirmou em entrevista ao G1 que a empresa pretende lançar seus primeiros jogos na internet já no Natal.

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Carlos Tilkian, presidente da Estrela (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

 

“A Estrela é a maior produtora de jogos de tabuleiro do Brasil. Temos um grande potencial de conseguir viabilizar uma migração desses jogos para uma plataforma eletrônica. Como são jogos com marcas conhecidas, que têm regras que se aplicam muito bem ao meio digital, isto pode vir a ser um novo negócio para nós”, afirma.

Segundo Tilkian, a empresa tem um potencial de “no mínimo 50 jogos” que podem ser levados para o ambiente digital, incluindo clássicos da empresa como Banco Imobiliário, Jogo da Vida, Detetive e Autorama.

“É um projeto que já começou, que já está em andamento. O ideal é que a gente consiga para o Natal já alguma coisa”. Segundo ele, o desenvolvimento está sendo feito todo no Brasil numa parceria com a agência de publicidade DM9 e com desenvolvedores de games.

Em relação ao modelo de negócio, o executivo afirma que a empresa ainda analisa o melhor formato de cobrança. “Estamos num processo de investigação de mercado. Talvez o ideal seja ter uma parte do game em que a pessoa acessa livremente e se quiser continuar e pegar novos desafios, ela teria que pagar”, explica. “Você pode deixar o usuário testar durante alguns minutos e se ele quiser mais tempo ou mais níveis de dificuldade, de complexidade do jogo, ele teria dar uma contribuição”.

A Estrela garante, porém, que os jogos on-line permitirão os usuários brincarem em rede com outros. “Nunca vamos abrir mão do papel dos nossos brinquedos serem um facilitador social. Queremos ter sempre a ferramenta que permita o usuários jogarem com amigos on-line”, afirma Tilkian.

Segundo o executivo, o custo será “relativamente baixo” para os jogadores. “Aí é que está a beleza da internet. Você consegue gerar receita através de um impacto financeiro pequeno, mas você tem um número de usuários brutal, coisa que você não consegue na vida real”.

O presidente da Estrela destaca a oportunidade de novos negócios associados aos jogos na rede, como parcerias com empresas anunciantes. “Essa é uma estratégia que já adotamos. No ano passado, o produto mais vendido foi o ‘Superbanco imobiliário’ que teve empresas como o Banco Itaú e a Mastercard como parceiras. “Ao levar o Autorama, por exemplo, para um ambiente on-line podemos atrair parceiros do setor automobilístico e da indústria de pneus”.

Fundada em 1937, a Estrela enfrentou uma forte crise com a abertura do mercado para os brinquedos importados e encolheu de tamanho. A empresa conseguiu dar a volta por cima ao apostar em tecnologia, resgate de brinquedos clássicos e também ao transferir parte de sua produção para fábricas terceirizadas na China. (Veja vídeo ao lado).

“No ano passado, 40% da nossa produção foi importado e 60% fabricado no Brasil”, afirma Tilkian. “Esse ano a gente acha que vai crescer um pouco a produção nacional”.

Em 2010, a companhia registrou um faturamento de R$ 139 milhões, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Para 2011, segundo o presidente da Estrela, a expectativa é uma nova alta, “da ordem de 15%”.

 

Busca de público mais amplo
Para a Estrela, no entanto, mais importante do que encontrar novas fontes de receita é reforçar a presença de suas marcas e ampliar a faixa etária de usuários. “Nosso foco não é só a criança. É o adulto jovem e o adolescente, que são os grandes usuários de games na internet”, afirma. “Transformar, por exemplo, o autorama num jogo on-line é algo que vai atingir não só a criança, mas também o pai”.

Até agora, a empresa vinha usando a internet mais como um instrumento de reforço de imagem e de relacionamento com os seus clientes. No ano passado, motivada pelos apelos de fãs do Ferrorama em redes sociais, a Estrela decidiu relançar o clássico, mas antes lançou pela internet um desafio: se eles conseguissem percorrer os 20 km finais do Caminho de Santiago de Compostela com o brinquedo, o Ferrorama seria relançado.

Versão do Cara a Cara no Facebook (Foto: Divulgação)

Versão do Cara a Cara no Facebook (Foto: Divulgação)

Neste ano, em nova ação voltada para a web, a Estrela lançou um aplicativo no Facebook do jogo Cara a Cara, no qual os usuários podem brincar usando as fotos dos seus próprios amigos. Para o Dia das Crianças, a empresa prepara o lançamento do jogo Pula Pirata com um cartão de realidade aumentada

“Essas são ações para começar a plantar a idéia de que existe uma relação direta entre o meio internet e o entretenimento de uma marca tradicional para que a gente possa ter num futuro próximo uma loja virtual vendendo os nossos games”, afirma.

 

O presidente da empresa acredita, porém, que a base das receitas da companhia continuará por muito tempo vindo das vendas dos brinquedos tradicionais.

“Assim como há 20 anos os videogames não tiraram o mercado do brinquedo tradicional, os games on-line não vão tirar. O mercado de brinquedos no mundo continua crescendo”, analisa.

 

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Link original: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/05/estrela-planeja-entrar-no-mercado-de-jogos-na-internet-ate-o-natal.html

Créditos:

  • Site G1
  • Jornalista Darlan Alvarenga
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Matéria do G1: Estrela inaugura em junho sua primeira fábrica no Nordeste

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela pelo jornalista Darlan Alvarenga do site G1 em 16/05/2011. Não estranhe os posts serem de matérias passadas, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

 

Estrela inaugura em junho sua primeira fábrica no Nordeste

Investimento de R$ 8 milhões prevê geração de 150 empregos diretos.
Hoje, 40% da produção da empresa vem da China.

 

Com um investimento de R$ 8 milhões, a Estrela vai inaugurar até o final de junho em Ribeirópolis (SE) sua primeira fábrica de brinquedos no Nordeste, segundo o presidente da companhia, Carlos Tilkian. A nova unidade será voltada para atender o crescente mercado consumidor da região em condições de competitividade com os produtos chineses.

“O foco é ter uma linha específica de brinquedos grandes com preço unitário relativamente barato. O custo de fazer nas nossas fábricas no Sudeste e levar para o Nordeste implica num aumento muito grande por causa do frete, em torno de 20%”, disse Tilkian em entrevista ao G1.

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Linha de montagem em Itapira, SP (Foto: Divulgação)

Hoje, a Estrela possui duas fábricas no país, em Itapira (SP) e em Três Pontas (MG), com cerca de 800 funcionários. A nova fábrica em Sergipe irá entrar em operação com 150 empregados diretos e cerca de 100 costureiras contratadas em oficinas.

Nos últimos anos, após enfrentar uma forte crise em função da abertura do mercado para brinquedos importados, Estrela transferiu parte de sua produção para empresas terceirizadas na China. Em 2010, 40% da produção da empresa veio da China e 60% foi fabricada no Brasil.

 

“Hoje temos uma parte bastante relevante sendo produzida na China, não por problema de falta de tecnologia, criatividade ou design. São fatores de macroeconomia como câmbio, impostos e mão de obra que acabam fazendo com que a produção chinesa fique artificialmente mais barata”, explica o executivo.

Em janeiro, o governo elevou a alíquota de importação de diversos brinquedos de 20% para 35%. Na avaliação de Tilkian, o efeito da medida foi praticamente anulado pela desvalorização do dólar no ano.

“Houve uma desestruturação do mercado do mercado, mas a Estrela entende que estrategicamente deve manter um nível de produção importante aqui no Brasil e briga para tentar conscientizar o governo de que mais do que criar problemas para a importação, a administração federal deveria incentivar a produção nacional”, opina.

Segundo o presidente da companhia, o contexto macroeconômico exige que a Estrela mantenha essa flexibilidade entre produção local e importação. “Se o modelo econômico diz que temos que importar muito, a gente tem hoje como importar. Se mudar, se o câmbio voltar para R$ 3, então temos fábrica para produzir aqui”.

 

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Link original: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/05/estrela-inaugura-em-junho-sua-primeira-fabrica-no-nordeste.html

Créditos:

  • Site G1
  • Jornalista Darlan Alvarenga
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Matéria do G1: Estrela lança jogo gratuito de Banco Imobiliário para o celular

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela pela jornalista Gabriela Gasparin do site G1 em 09/05/2012. Não estranhe os posts serem de matérias passadas, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

Atualmente, os aplicativos de jogos da Estrela também estão disponíveis para a plataforma Android através da Play Store: Autorama, Banco Imobiliário, Cilada, Cara a Cara, Detetive e Pula Macaco.

 

Estrela lança jogo gratuito de Banco Imobiliário para o celular

Jogo tem link para o Foursquare, por onde os usuários podem dar ‘check-in’. Expectativa é de 1 milhão de downloads do game até o final do ano.

Banco Imobiliário Geo por enquanto estará disponível apenas para iPhone ( Foto: Gabriela Gasparin/G1)

Banco Imobiliário Geo por enquanto estará disponível apenas para iPhone (Foto: Gabriela Gasparin/G1)

Maior fabricante de brinquedos do Brasil, a Estrela lançou nesta quarta-feira (9) o que chama de o primeiro jogo de geolocalização do mercado brasileiro, o “Banco Imobiliário Geo”. O game, de utilização gratuita, tem link para o Foursquare, aplicativo por onde os usuários podem dar “check-in” pelo celular e informar aos amigos onde estão no momento.

Com investimento inicial de R$ 300 mil, a expectativa da empresa é de 1 milhão de downloads do game até o final do ano. Por enquanto, poderão baixar o aplicativo apenas os usuários de iPhone e a expectativa é que o game esteja disponível na Apple Store até esta sexta-feira (11). De acordo com a Estrela, dentro de um mês o jogo estará disponível também para Android. Para Windows Phone ainda não há previsão.

“O jogo é gratuito (…). Nosso objetivo é que seja jogado por milhões e milhões de pessoas no mundo inteiro”, disse Carlos Tilkian, presidente da Estrela.

A escolha do Banco Imobiliário para a estreia no meio eletrônico é justificada pelo sucesso no mercado do jogo de tabuleiro convencional que, segundo a fabricante, é o mais vendido no país.

No “Banco Imobiliário Geo”, o “tabuleiro” é o lugar onde as pessoas estão na vida real. Dessa forma, os jogadores podem comprar o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a Torre Eiffel, na França, ou a Estátua da Liberdade, nos EUA.

Para jogar, os usuários podem escolher “comprar” as localidades após dar “check-in” no local. Quando mais os demais participantes também derem “check-in” em um lugar, mais o imóvel fica valorizado. O jogador pode tanto escolher apenas visitar o local como fazer uma proposta de compra.

Ao visitar os locais, o jogador ganha uma carta de “sorte” ou “revés”. “O usuário pode descobrir petróleo e se transformar em um Eike Batista ou ter azar e precisar pagar impostos, como todos os brasileiros”, afirmou Tilkian.

Além de interagir com o Foursquare, as ações realizadas no “Banco Imobiliário Geo” também podem ser compartilhadas pelo Facebook.

O Itaú-Unibanco é o primeiro parceiro da Estrela no jogo. Dessa forma, as transações financeiras feitas pelos usuários acontecem pela instituição financeira. Tilkian, contudo, não descartas novos parceiros no futuro, como redes de restaurantes – todas as possibilidade do “mundo real”.

De acordo com o presidente, o Itaú ajudou na viabilização do projeto, sendo  que o capital não foi propriamente para aumento da receita. A empresa espera, ainda neste primeiro semestre, lançar outros produtos da marca no meio eletrônico. No futuro, contudo, a empresa não descarta cobrar por downloads ou fazer parcerias com outras empresas para gerar receita.

“A tendência é que, ao longo de um ano, a Estrela tenha todos os ativos e marcas importantes oferecidas com mecânica em multiplataformas, para que a gente possa acompanhar a tendência do mundo da tecnologia”, disse. De acordo com Tilkian, o meio eletrônico não vem para substituir, e sim complementar o mercado convencional.

No caso do “Banco Imobiliário Geo”, a empresa que idealizou o aplicativo junto com a Estrela foi a agência DM9DDB, o primeiro projeto de mobilidade da agência. O desenvolvimento foi feito pela agência de mídia digital Cricket Design.

 

Concorrência chinesa
O projeto segue a estratégia de modernização da Estrela que, “sufocada” pela concorrência chinesa, tem buscado se reinventar e manter seus brinquedos e marcas atraentes para as novas gerações muito mais ligadas tecnologia.

A concretização veio um pouco após o previsto, uma vez que a empresa esperava lançar o produto para o Natal. “Foi adiado porque na época do Natal o projeto poderia dispersar a atenção dos usuários. Então o objetivo foi postergar mais para o começo deste ano e também tivemos a possibilidade de melhorar a dinâmica do jogo”, explicou o presidente.

De acordo com Tilkian, o crescimento da empresa no ano passado foi de 20% e a expectativa é manter o mesmo patamar de alta neste ano.

No ano passado, a Estrela já havia lançado um aplicativo no Facebook do jogo Cara a Cara, no qual os usuários podem brincar usando as fotos dos seus próprios amigos. Para o Dia das Crianças, a empresa prepara o lançamento do jogo Pula Pirata com um cartão de realidade aumentada.

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Link original: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2012/05/estrela-lanca-jogo-gratuito-de-banco-imobiliario-para-o-celular.html

Créditos:

  • Site G1
  • Jornalista Gabriela Gasparin
  • Foto Gabriela Gasparin
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Matéria do G1: Empresa que popularizou Dia das Crianças recorre à China para viver

Olá amigos da Grama Toys!!!

Mais uma matéria sobre a Brinquedos Estrela pela jornalista Ligia Guimarães do site G1 em 10/10/2011 na semana do dia das crianças. Não estranhe os posts serem de matérias passadas, queremos manter viva a memória da empresa com um registro histórico das reportagens. Estamos trabalhando para estender este registro a todas as outras empresas de brinquedos, afinal de contas elas fazem parte da história do colecionismo.

 

Empresa que popularizou Dia das Crianças recorre à China para viver

Estrela divulgou data na década de 50, com ‘Semana do Bebê Robusto’. Hoje, companhia estuda formas de se livrar do ‘custo Brasil’.

 

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O presidente da Estrela, Carlos Tilkian, na sede da companhia em São Paulo. (Foto: Flavio Moraes)

Desde os anos 50, quando criou a campanha que transformou o Dia das Crianças em tradição no Brasil, muita coisa mudou na realidade da fabricante de brinquedos Estrela. Ficaram para trás as décadas em que, num mercado fechado para estrangeiros, o varejo era dominado pelas fabricantes brasileiras e chegou, com força, a concorrência chinesa.

“Estrela era sinônimo de boneca”, recorda em entrevista ao G1 o presidente da companhia, Carlos Tilkian, que encontrou a empresa à beira da falência quando assumiu o cargo, em 1996.

Foi num ano próximo a 1955 – a data é estimada pela empresa, que não tem registro oficial – que a Estrela lançou pela primeira vez a “Semana do Bebê Robusto”, uma campanha para aumentar as vendas de seus famosos bebezinhos rechonchudos de plástico, então seu carro-chefe.

 

 

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Evolução das bonecas Estrela

 

A ideia era “ressuscitar” a data do Dia das Crianças, criada no Brasil em 1924 por um decreto do presidente Arthur Bernardes, mas que até então era praticamente desconhecida tanto entre consumidores quanto varejistas.

“A Estrela começou a usar o tema Dia das Crianças para vender a linha de bebês”, explica Tilkian. “Chamava Bebê Robusto porque o padrão de beleza era diferente naquela época. Toda a nossa linha de bebês era mais gordinha, o que era sinônimo de saúde e beleza”, diz o executivo.

“Em 1937, eram bonecas de pano, depois foram bonecas de cerâmica, de plástico, até o rosto de vinil que temos até hoje. Do ponto de vista de acompanhamento de moda, você teve não só pela roupa o desenvolvimento da moda, mas também do ponto de vista da beleza. Era impensável naquela época ter uma boneca como a Susi, mais fashion doll, esguia, magrinha, formas mais delimitadas”, constata ele.

Anos depois, a iniciativa comercial da Estrela ganhou o apoio de outra gigante do mercado: a Johnson & Johnson, que reforçou a publicidade em torno da data com a campanha “Bebê Johnson“, que teve a primeira edição em 1965 e logo se tornou um dos concursos de beleza infantil mais conhecidos do país.

 

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Vencedores da edição de 1967 do concurso “Bebê Johnson”. (Foto: Divulgação)

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Finalistas da edição de 1967 do concurso “Bebê Johnson” de 1967. (Foto: Divulgação)

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Decreto que criou o Dia das Crianças no Brasil. (Foto: Reprodução)

Catálogo antigo mostra primeiras linhas de bonecas da Estrela. (Foto: Flavio Moraes/G1)

Catálogo antigo mostra primeiras linhas de bonecas da Estrela. (Foto: Flavio Moraes/G1)

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Catálogo mostra as primeiras linhas de bonecas da Estrela. (Foto: Flavio Moraes/G1)

 

O 12 de outubro se consolidou ao longo dos anos, quando mais e mais varejistas foram concentrando suas ações de publicidade e vendas na semana do dia 12 de outubro. “O varejo passou a organizar Salões da Criança no Parque Ibirapuera no ínicio da década de 60 com áreas de entretenimento”, diz.

Hoje, afirma Tilkian, as vendas da Estrela na data superam as do Natal. “Elas [as datas] resrespondem por 75% do faturamento atual. Desses, o Dia da Criança responde por 60% e o Natal, 40%”, diz o executivo.

 

Competição chinesa
Do “Bebê Robusto” para cá, a Estrela foi sentindo os baques das transformações econômicas do país: a abertura do mercado brasileiro para produtos importados nos anos 90 barateou o custo dos brinquedos, e trouxe a China para a disputa direta pelos os consumidores brasileiros. A valorização do real em relação ao dólar também prejudicou as contas da companhia.

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Cartaz da primeira campanha “Bebê Johnson”, lançada em 1965. (Foto: Divulgação)

O Brasil saiu da economia fechada no final dos anos 80 para a abertura sem planejamento nenhum, sem exigir reciprocidade das empresas que vieram para cá como importadoras. É um modelo muito vantajoso para a importação”, diz Tilkian.

A atual inundação de produtos importados no Brasil é tão forte que, desde 2007, a própria Estrela passou a produzir também na China, por meio de empresas terceirizadas, para se manter competitiva e transformar em lucro a sequência de prejuízos que vem amargando nos últimos anos.

“Temos duas fábricas aqui no Brasil, mas também produzimos na China, para manter o custo. (…) No ano passado, 40% do nosso faturamento veio de produtos importados. O que é uma pena do ponto de vista de brasileiro, mas é uma obrigação do ponto de vista de empresário, porque preciso dar retorno aos acionistas”, diz o presidente da companhia.

Para Tilkian, a razão para a perda de espaço e competitividade da companhia em relação aos rivais asiáticos é o chamado “custo Brasil”. “Se você somar câmbio, impostos, custo financeiro, isso representa 80% da diferença de custo entre China e Brasil. Se comparar o custo industrial contra custo industrial, o Brasil é absolutamente competitivo”, avalia.

A Estrela acumulou prejuízo de R$ 19,8 milhões nos primeiros seis meses de 2011; de acordo com o balanço financeiro divulgado ao mercado em junho. Em 2010, as perdas chegaram a R$ 30 milhões.

Segundo Tilkian, no entanto, os balanços financeiros negativos refletem dívidas antigas; para o executivo, a Estrela já está “saudável” financeiramente e registra crescimento de cerca de 20% ao ano no faturamento. “Tende a melhorar”, prevê.

 

Só no Brasil
As exportações, que já representaram 15% do negócio da Estrela, tornaram-se irrelevantes para a companhia no cenário atual de dólar fraco e competição da China em todo o mundo. Tanto que a Estrela estuda construir unidades próprias na China para, de lá, voltar a alcançar outros mercados.

“Desenvolveria nossos produtos lá, por meio de empresas que construiríamos para produzir, e iríamos para feiras internacionais para que os produtos sejam vendidos a partir da China. Cogitamos porque é a única forma de eliminar o custo Brasil”, afirma o executivo da empresa, que tem a marca registrada em 40 países.

Catálogo antigo mostra primeiras linhas de bonecas da Estrela. (Foto: Flavio Moraes/G1)

Catálogo antigo mostra primeiras linhas de bonecas da Estrela. (Foto: Flavio Moraes/G1)

 

Tabuleiros na Apple Store
Em meio às dificuldades, a Estrela aprendeu a usar tecnologia e componentes chineses para renovar produtos antigos e competir ainda com a internet e os jogos eletrônicos. Dos 560 produtos oferecidos pela empresa, há alguns 100% brasileiros, como a linha de bebês, jogos pré-escolares, brinquedos de massinha e a veterana boneca Susi.

Outros, como o Super Banco Imobilário com máquina de cartão vinda da China, mostraram um caminho promissor para a companhia. “Isso mostra que mesmo um jogo tradicional de tabuleiro, quando você incorpora tecnologia e moderniza, ainda tem um espaço muito grande até para o público adulto”.

A fabricante passou também a adaptar a lógica de brinquedos antigos para as redes sociais, como nas ações do jogo Cara a Cara no Facebook, ou do “Twitterama” para o Autorama. Num futuro próximo, o objetivo é usar o maior número de plataformas eletrônicas e digitais para alcançar os consumidores.

“Nosso objetivo é migrar toda a nossa linha de jogos de tabuleiro para outras plataformas. Para vender na Apple Store, para tablets. Mas mesmo fazendo isso, nunca vamos deixar de acreditar que o jogo de tabuleito tem um papel social, de ensinar à criança sobre respeitar regras, sobre quem perde, desenvolver o raciocínio”, diz Tilkian.

 

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Link original: http://g1.globo.com/dia-das-criancas/2011/noticia/2011/10/empresa-que-popularizou-dia-das-criancas-recorre-china-para-viver.html

Créditos:

  • Site G1
  • Jornalista Ligia Guimarães
  • Fotos Flavio Moraes
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